domingo, 31 de maio de 2009

A BODEGA em Candeias! Que delícia de lugar






Eis a Bodega. Meu lugar preferido.
Após a lei seca no trânsito, passamos a procurar opções etílico-gastronômicas aqui perto. Complicado porque Jaboatão é desprovido de lazer, vida noturna e gastronômica (pra não dizer de padaria, verdureiro, hospital, médicos, tudo enfim).
Pense numa cidade com falta de sorte na política: nunca teve - que eu saiba- um único prefeito que preste. Segunda maior arrecadação do estado, por isso mesmo exerce tremenda atração em políticos corruptos que nada fazem pela orla, pela qualidade de vida de seus habitantes.
Para não ficarmos refém da night recifense, fizemos um trabalho de garimpo e descobrimos jóias escondidas nessa desorganização. E a Bodega, na beira mar de Candeias é, literalmente, o creme de la creme.

Sonho de todo cliente, lá você é tratado como um rei pela simpaticíssima equipe de garçons que adivinha seus pensamentos. A cerveja sempre na iminência de virar picolé mas nunca virando.
O dono é o cozinheiro e circula pelas mesas ouvindo opiniões e perguntando se sua vovó está melhor do reumatismo ou como foi a apresentação de ballet da sua caçula. Como se não bastasse, o cardápio é uma delícia e o preço correto. O carpaccio como entrada é o meu preferido e a pizza Napolitana Basílico ulálá massa fininha, isso sem falar no Peixe à Ilha Bela, ou o filé aos quatro queijos e na sobremesa de queijo manteiga derretido com sorvete de flocos e mel de engenho...a cartola também é muito especial. Pode pedir de olhos bem fechados.

sábado, 30 de maio de 2009

Uma noite dedicada à Educação - Orquestra Criança Cidadã












Ontem fomos ao Teatro da Ufpe assistir à Orquestra Criança Cidadã e Convidados: Yamandu Costa, Silvério Pessoa e Dominguinhos. Pela qualidade dos músicos já sabíamos o grande show que nos aguardava. Seria a gravação do primeiro CD E DVD das crianças, o que fez com que o maestro Cussy repetisse alguns números. Foi lindo.


Na ocasião foi também a entrega do prêmio Odebrecht de engenharia e um dos homenageados foi o engenheiro Marcos Magalhães, 38 anos de Philips, hoje presidente do Conselho Consultivo para América Latina, pernambucano de Sertânia. Seu discurso foi um capítulo à parte no show da noite. Idealizador do projeto educacional do Ginásio Pernambucano, cujo governo de Eduardo Campos transformou em política para a rede pública de ensino, Marcos demonstrou na prática que é possível realizar educação pública de qualidade. Ex-aluno do Ginásio Pernambucano, seu projeto de transformação da escola virou um livro e está sendo implementado por vários estados do país.



Quanto ao gaúcho Yamandu, o que fica mais notório quando o vemos tocar é a sua incrível intimidade com seu violão. Ele e seu instrumento são um só. E são felizes. Muito felizes. 28 anos! Parece assim que ele já nasceu tocando violão!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A SAÚDE É SUBVERSIVA


"Exatamente. Porque ela não dá lucro a ninguém. Promover a saúde é muito simples mas ao mesmo tempo dá muito pouco ibope porque você tem que ficar falando das mesmas coisas sempre: comer bem, dormir bem, respirar bem, se movimentar, ter uma boa relação afetiva... Nada disso é pirotécnico, nada disso provoca escândalo. O que faz escândalo é um vírus novo que está matando não sei quantas pessoas desnutridas num país paupérrimo, onde qualquer coisa mata, e uma vacina americana que vai salvar todos nós de futuras doenças misteriosas. Você ter saúde é a melhor forma de contrariar esse capitalismo desumano que está aí."
Sonia Hirsch
www.correcotia.com
E a MEGA-INDÚSTRIA farmacêutica precisa das nossas doenças para obter seus lucros estratosféricos. Pense nisso. E não coma SOJA.

domingo, 17 de maio de 2009

CONDIÇÃO - A PROPAGANDA A SERVIÇO DA INCLUSÃO SOCIAL




Filme criado pela Propeg para a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), ambas da Presidência da República, para promover a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. Em cima da música Condição do Lulu Santos.

Genial a idéia!



Eu não sou diferente de ninguém
Quase todo mundo faz assim
Eu me viro bem melhor
Quando tá mais pra bom que pra ruim

Não quero causar impacto
Nem tampouco sensação
O que eu digo é muito exato
E o que cabe na canção
Qualquer um que ouve entende
Não precisa explicação
E se for pensar um pouco
Vai me dar toda razão
A senhora, a senhorita
e também o cidadão
Todo mundo que se preza
Nega fogo não

Eu não sei viver sem ter carinho
É a minha condição
Eu não sei viver triste e sozinho
É a minha condição
Eu não sei viver preso ou fugindo

domingo, 3 de maio de 2009

A FESTA DE BABETTE - Dinamarquês




Há dias em que carregamos um piano.
Sem rodinhas.
Nos ombros.
Quando você estiver triste
ou de frente para o sofrimento
sentindo a dor do mundo
ou apenas cheio
de saco cheio
ou cheio de questionamentos
achando que a vida não vale a pena
que o mundo é uma espelunca
de quinta categoria
PENSE
Pense que ainda existem no mínimo uns 500 filmes
do tipo magistrais como Babette ou La dolce Vita
(a arte existe para que a realidade torne-se
suportável - quem disse isso mesmo? ah foi Nietzsche,
para que a verdade não nos destrua)
e mais ou menos uns dois mil livros fantáticos,
espetaculares
que ao final fazem com que você
agradeça por estar vivo.
Isso sem falar nas músicas,
no por de sol atrás das montanhas
ou na lua nascendo no mar
e aquele monte de lugares incríveis
que a gente ainda pode quem sabe ir
como A Piazza de San Marco em Veneza
ou a Plaza Mayor de Salamanca
O Morro do Pai Inácio
ou a cachoeira do Sossego na Chapada Diamantina
o alto da Sé em Olinda
o por do sol no Alto do Magano em Garanhuns
ou o nascer do sol em Serra Negra - Bezerros
O Cristo Redentor e a Baía de Guanabara
O Maracanã em dia de clássico
Lugares filmes livros e músicas que
quando nos deparamos com eles
mesmo achando a vida fuleira
agradecemos
sentindo como é bom estar vivo
pra ver e ouvir tudo isso.
Sentir cheiros, um perfume
provar um doce
um prato delicioso
Os sentidos. Sentimos como é bom
estar vivos.

A Festa de Babbete - filme dinamarquês
Em 1871, em noite de tempestade, Babette chega a um vilarejo no litoral da Dinamarca, fugindo da França durante a repressão à Comuna de Paris. Ela se emprega como faxineira e cozinheira na casa de duas solteironas, filhas de um pastor. Vive ali por quatorze anos, até que um dia ganha uma fortuna na loteria e, ao invés de voltar à França, pede permissão para preparar um jantar em comemoração ao centésimo aniversário do pastor. Os convidados ficam muito assustados, com medo de ferir alguma lei divina ao aceitar um jantar francês, mas acabam comparecendo e se deliciam. Obra de Arte. Um clássico. Magistral.

Djavan com Chico Buarque - delícia.....

MAS QUE PILANTRA MARAVILHOSA ESSA TAL DE ROSA!



Arrasa o meu projeto de vida
Querida,estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta, garganta
A santa às vezes troca meu nome, e some
E some nas altas da madrugada, coitada
Trabalha de plantonista, artista
É doida pela portela, ói ela, ói ela
Vestida de verde e rosa, a rosa
A rosa garante que é sempre minha
Quietinha saiu prá comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do norte
Que sorte, que sorte,voltou toda sorridente
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa, abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
A gueixa que coisa mais amorosa
A rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Arrasa o meu projeto de vida
Querida estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta, garganta
A santa às vezes me chama de Alberto, Alberto
Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre, que febre
A lebre como é que ela é tão fogosa,
A rosa
A rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta, cismou de dançar um tango
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em sampa
Às pampa, às pampa, voltou toda descascada
A fada acaba com minha lira
A gira esgota minha laringe
Esfinge, devora minha pessoa
A toa, a toa, que coisa mais amorosa
A rosa...Ah, rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa

terça-feira, 21 de abril de 2009

Chã Grande é:












Montanha, chuva, frio, vinho.
O resgate do hábito ancestral de conversar ao redor da fogueira.
Longas caminhadas. Banho de bica, horta orgânica, comidinhas, refeições comunitárias, divisão de tarefas, abraço de amigo, risadas. Cheiro bom. De manjericão.
O silêncio e a música da natureza: bom pra ler, bom pra pintar, pra ouvir john coltane, miles davis, george harrison.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

ROUBAVA LIVROS

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS DE MARKUS ZUSAK

TOU NO INÍCIO
MAS ACHO QUE VOU GOSTAR.
A PRINCÍPIO TOMEI UM SUSTO
PORQUE A NARRADORA É A MORTE.
LIDO PESSIMAMENTE COM ISSO.
QUASE DESISTO DE LER.
FOI UM CHOQUE.
DEPOIS PENSEI MELHOR
SERIA UMA OPORTUNIDADE
DE ME APROXIMAR DA MORTE
E ASSIM, QUEM SABE
FICANDO MAIS ÍNTIMA
PASSE A COMPREENDÊ-LA MELHOR
E ATÉ QUEM SABE GOSTAR DELA!
DEPOIS EU CONTO COMO FOI
NADA É POR ACASO.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Acolhimento em Maracaípe - minha Pasárgada






Uma Via Crucis que terminou na Páscoa, com a Libertação, com a Ressurreição.

Após a despedida de Dona Helga, minha Dona Doida, o acolhimento dos amigos.

Pode ser que agora eu consiga falar. Sobre ela. Sobre eu e ela.


"E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar— Lá sou amigo do rei —

Vou-me embora pra Pasárgada." Bandeira.






quarta-feira, 8 de abril de 2009

MILK AND THE READER - O OSCAR AQUI EM CASA

ESTAMOS ASSISTINDO ALGUNS FILMES GANHADORES DO OSCAR 2009.

O Leitor com Ralph Fiennes e Kate Winslet. Vencedor do Oscar de Melhor Atriz.
Adoro Fiennes. Desde o Paciente Inglês. Inesquecível. Jardineiro Fiel muito bom também.
Dois grandes filmes de Fiennes.
A história me comoveu quando percebi o quanto uma pessoa pode ir longe, por vergonha. Me comovi mais ainda porque ela tinha vergonha de não saber ler. Pagou tão caro por não conseguir admitir que não sabia ler.
E todas aquelas cenas lindas onde ela ouvia maravilhada que ele lesse para ela.
Sou leitora compulsiva sendo ler mais que um hobby pra mim, chega a ser um vício.
E um prazer.
Não consigo imaginar como seria a minha vida se não pudesse ler.
*
*
Bem, e o que dizer de Milk? Caramba Sean Penn que eu adoro está lindo!
Um homem simplesmente MARAVILHOSO SENSÍVEL E APAIXONADO por outro homem igualmente MARAVILHOSO SENSÍVEL E APAIXONADO! Chegamos a torcer pelos dois tão bacana é o amor entre eles. O filme é uma história de luta pela igualdade mas é também uma maneira de mostrar que a dignidade, entre outros princípios e valores, tem absolutamente nada a ver com a preferência sexual. AMEI. Queria que o mundo todo assistisse esse filme.
Importante: A HISTÓRIA É VERÍDICA. E eu, como todo historiador, tenho essa mania (nossa quanta mania rsrsrs) deliciosa por filmes baseados em histórias verídicas.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Manoel de Barros - Auto-retrato

Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas.

Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.

Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,

aves, pessoas humildes, árvores e rios.

Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar

entre pedras e lagartos.

Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto

meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou

abençoado a garças.

Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo.

Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.

Os bois me recriam.

Agora eu sou tão ocaso!

Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis.

No meu morrer tem uma dor de árvore.


Manoel de Barros (1916) se firma cada vez mais como um de nossos maiores e melhores poetas, uma constante redescoberta das palavras:

Maior que o infinito é o incolor.
Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.
O meu vazio é cheio de inerências.
Sou muito comum com pedras....

Manoel de Barros - Livro Sobre Nada - Reencontro com a POESIA

Aspirinas e cheiro de maresia, isso tem todo dia aqui em casa.

Mas confessso que tá faltando poesia . Livro Sobre Nada. Arrocha o nó:
*
*
*
Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
A inércia é o meu ato principal.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Por pudor sou impuro.
Não preciso do fim para chegar.
De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
Do lugar onde estou já fui embora.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Reformando a casa mil vezes - Ulisses Tavares

Faço minhas as palavras do poeta Ulisses:

É tão certo como campainha tocando na hora do banho.
Bastou eu ter um problema pessoal começo a ter mil idéias para reformar a minha casa.
Levei um pé na bunda, fiquei com dor de cotovelo? Lá vou eu elaborando a planta de uma nova cozinha, chamando os pedreiros e quebrando tudo.
Projeto longamente acalentado não deu certo? Fácil. Só preciso planejar um novo puxadinho, uma nova laje, expandir a sala.
O livro novo que lancei não vendeu nem estourou como imaginava?
Nada que uma mexida cheia de cimento, ferro e tijolos não resolva.
Como tenho uma vida imensa de frustrações e construções, perdi a conta de quantas casas já construí e quantas reformas já fiz em todas.
Cada louco com sua mania. E um louco criativo tem mais manias que a média, claro.
Isso me ocupa, me preenche temporariamente e me nutre da tola certeza de estar resolvendo minha vida de maneira, literalmente, concreta.
Claro que nunca deu certo. Só consegui foi fugir de mim mesmo.
Mas é uma solução existencial tapa-buraco emocional.
Não faz muito gastei dois anos construindo uma casa no meio do mato. A imaginei, no final, cheia de gente, amigos, amor, quentinha. Nada disso. Acabei com um trambolho em que até eu mesmo tinha dificuldade de chegar, por ser tão longe. No começo, olhava a porteira e pensava: que bom estar aqui sem ninguém. No final, a porteira nunca aberta sinalizava que eu me isolara a toa. Justo eu, que gosto tanto, e preciso, estar rodeado de gente.
Demorei para aprender que minha Casa sou eu mesmo, meu corpo, minha alma, meus anseios e desejos. Varanda nova do mundo.
Agora, quero construir e reformar meu Eu.
Mas daí a coisa emperra. São tantas mudanças que nem sei por onde começar a planta básica.
Difícil ser arquiteto e construtor de si mesmo.

Ulisses Tavares é uma casa assombrada por fantasmas, passados e futuros. Para se defender, reforma o que pode, sem alicerce que aguente. Coisas de poeta.
Caros Amigos - janeiro de 2009
www.ulissestavares.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2009

O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA - QUE FILME

CLARO QUE O LIVRO É MELHOR.
Gabriel Garcia Marquez pensou durante 3 anos antes de liberar a obra.
MAS A ATUAÇÃO COMO SEMPRE IMPECÁVEL - MESMO EM INGLÊS - DA FERNANDA MONTENEGRO, A TRILHA SONORA CAPRICHADA (SHAKIRA!), A COLÔMBIA NO SÉCULO XIX, FOTOGRAFIA E FIGURINO, ENFIM. E A HISTÓRIA DE AMOR? EU GOSTEI. DEMAIS.

terça-feira, 3 de março de 2009

Travessuras da menina má - é saudade o que sinto

"[.....] Bem, todo mundo tem seus períodos de neurastenia, em que prefere ser antipático para deixar bem claro seu desgosto com o mundo. [...]"




Saudade da menina má. Saudade do coisinha à toa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mario Vargas Llosa - Travessuras da menina má


Depois de ler 101 DIAS EM BAGDÁ, e me apaixonar pelo estilo "reportagem" da jornalista-autora, achei que devia ler O LIVREIRO DE CABUL, best seller da mesma. Não deu outra: muito muito bom! Um mergulho profundo na vida, no cotidiano das mulheres do Afeganistão. Tem passagens muito emocionantes para nós mulheres. Em determinados momentos cheguei a sentir um verdadeiro alívio por ter nascido "do lado de cá". Eu não teria suportado uma semana naquele lugar. Mas para quem viveu 101 dias no Iraque deve ter sido moleza.....
Agora estou literalmente me deliciando com Travessuras da menina má, do peruano Mario Vargas Llosa. Que livro delicioso! Como não se apaixonar pela "menina má"! Viajamos com os personagens através do tempo. Ai a Paris revolucionária dos anos 60! Neste momento estou na Londres hippie dos 70.... Com a palavra Ricardo, dá só uma olhada:
"Eu adorei Earl's Court, fiquei apaixonado pela sua fauna. O bairro cheirava a juventude, música, vida sem antolhos nem cálculos, grandes doses de ingenuidade, vontade de aproveitar o dia, rejeição da moral e dos valores convencionais em busca de um prazer que excluía os velhos mitos burgueses da felicidade - o dinheiro, o poder, a família, a posição, o sucesso social - e se encontrava nas formas mais simples e passivas de existência: a música, os paraísos artificiais, a promiscuidade e um desinteresse absoluto por todos os outros problemas que atingiam a sociedade. Com seu hedonismo tranquilo, pacífico, os hippies não faziam mal a ninguém; tampouco se metiam a apóstolos, que não queriam convencer nem recrutar a população com que tinham rompido para levar sua vida alternativa: só queriam que os deixassem em paz, absortos em seu egoísmo frugal e seu sonho psicodélico. Eu sabia que nunca seria um deles [...]. Eles eram extremamente simpáticos com seu pacifismo, seu naturismo, seu vegetariansmo, a esforçada busca de uma vida espiritual que desse transcendência à sua rejeição de um mundo materialista e corroído por preconceitos classistas, sociais e sexuais do qual não queriam nem saber. Mas tudo aquilo era anárquico, espontâneo, sem centro nem direção, sequer idéias [...]"
Tou lendo com pena porque quando acabar sentirei saudades.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ai QUE DELÍCIAAAAA!












carnaval acabou...agora vem aí todos os chocolates do mundo na semaninha santa. ôBA.


Tou numa fase ÓTIMA!


Fazendo o que gosto, caminhando nesse calçadão maravilhoso todos os dias, finalmente curtindo os amigos, enfim.



Aliás, o calçadão é um capítulo à parte: você já tomou um café naquele quiosque lindinho em frente ao parque dona Lindu? Ou uma água de coco no quiosque da frente do Edifício Canavial?



Ah.. pequenos prazeres...que delícia...Levamos nosso cachorro lindão na caminhada, conversamos e ao final, morrendo de sede, aquela água de coco. Tou curtindo a rotina, voltar do trabalho sem pressa, passar na locadora bater um papo alugar um filme, depois padaria, mais conversa, pão quentinho. Tão bom! Gosto de aproveitar o bairro, valorizar a vizinhança, descobrir tudo que tem de bom bem pertinho! Acho que essa atitude confere qualidade de vida, "humaniza" a cidade. Meu bairro vira uma cidade de interior, onde eu conheço todo mundo e fico parando pra conversar.


Quem sabe eu tenha conseguido finalmente aprender a encarar de uma outra forma os problemas banais inerentes à vida?


Se isso for verdade significa que, mudando para melhor a maneira de pensar alcançamos a tão sonhada felicidade. Daí a importância da filosofia em nossas vidas!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ESPETACULAR !!!

Antonio Antunes Fonseca, 94, reúne títulos internacionais desde que se aposentou, aos 60. Foto: Eduardo Knapp Folha Imagem

Fiquei indignada quando uma amiga comentou que estava se sentindo velha e com saudades da época de seus 18 anos. A meu ver seria uma afirmação baixo astral em qualquer idade. Só que ela tem 25 anos! Após uma preleção tipo sacode o preconceito pra lá, terminei com a genial frase de um grande amigo meu: "Garota, para mim só existem duas idades: vivo e morto!". Fechou o assunto. Mas hoje, lendo a folha, encontrei a seguinte reportagem que fui obrigada a mandar via email para a dita cuja. Leia tudo enquanto vou treinar pra São Silvestre 2009/2010. (brincadeirinha, vou caminhar mas quem sabe?)
Ele foi o 14.318º colocado na última São Silvestre. Mas talvez tenha sido seu maior campeão. Com 94 anos, Antonio Antunes Fonseca levou 2h46min48s para percorrer os 15 quilômetros da prova, conquistando mais um feito em uma carreira esportiva que começou aos 60, depois da aposentadoria, e reúne vários títulos internacionais de veterano.

Como ele, o também paulista Frederico Fischer, 92, coleciona marcas únicas no atletismo internacional -é o recordista mundial nos 100 m e nos 200 m, na sua faixa etária. Os dois participaram do último campeonato mundial de veteranos, na Itália, em 2007, e fizeram um verdadeiro estrago na competição, trazendo de volta montes de medalhas de ouro, prata e bronze -no total, a dupla conquistou dez medalhas.Foi uma entre as tantas competições nacionais e internacionais de veteranos em que Fonseca e Fischer despontaram. O veterano da São Silvestre relembra com carinho, por exemplo, o Mundial de Veteranos realizado em Miyazaki, Japão, em 1993, quando ele trouxe para o Brasil o ouro na marcha atlética. Já Fischer é o dono das melhores marcas do mundo em 2008 em competições tão diversas quanto as corridas de 100 m e 200 m e os arremessos de peso e martelo.

Alívio

"Eu era diretor de uma empresa, e a gente passava crises financeiras bravas. A cabeça vivia muito cheia de problemas. Uma vez eu estava em São Paulo, passando pelo clube, resolvi dar uma corrida. Fui, corri, suei bastante. Quando sentei no carro, voltando para casa, senti um alívio tremendo na cabeça. Achei que tinha sido a corrida. Aquela transpiração, o sangue circulando mais forte, parece que faz uma limpeza lá dentro. Então decidi voltar a correr."Aos poucos, retomou a vida no clube. Conheceu colegas, ajudou a montar disputas entre os "velhinhos", chegou a dirigente da entidade paulista de atletismo de veteranos. E hoje, como Fonseca, é demonstração viva de que idade avançada e esporte não são incompatíveis.

Cansaço e superação

"Não é só bocha e truco que o idoso deve fazer. Tem é que se movimentar mesmo. E outra: sentir cansaço. Não é começou a cansar e parar. Tem de forçar um pouco mais", receita ele. Há que sempre buscar a superação, parecem ensinar os dois nonagenários, ainda agora preocupados com suas marcas. Fonseca, depois de mandar ver na São Silvestre de 2008, antecipa seus próximos passos: "Quero me preparar bem porque no ano que vem ainda quero melhorar o meu tempo".
RODOLFO LUCENA , 51, é editor de Informática da Folha , ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record)

Folha de São Paulo caderno Equilíbrio - São Paulo, quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

101 Dias em Bagdá - Asne Seierstad

Li pouco nestas férias. Não falo de revistas e jornais, mas livros.

Visitas, praia, passeios, e o resultado: li apenas dois livros.

O lado bom: foram dois livros S E N S A C I O N A I S !
101 Dias em Bagdá. A autora é uma jornalista correspondente de guerra. A mesma do best seller O Livreiro de Cabul. Esteve no Kosovo, Chechênia e Afeganistão. Estava no Iraque antes da chegada dos americanos. Ela narra o antes, o durante e o depois. Relata o que viu e viveu em Bagdá entre os meses de janeiro e abril de 2003. Faz uma crônica do cotidiano na Guerra do Iraque, mostrando como vivem os iraquianos, como reagem durante os bombardeios, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futuro e a censura à imprensa estrangeira. Trabalhando para oito órgãos de imprensa de oito países diferentes, todos o dias ela fazia transmissões ao vivo para televisões da Noruega, Holanda e Alemanha. Sempre em busca de histórias menos óbvias, procurou expor o universo do conflito além das manchetes. Mesmo proibida pelo ministério da informação, saia às ruas entrevistando pessoas, descobrindo o que acontece diante de situações-limite, quando as explosões interrompem o fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais. A autora traz à vida um elenco de personagens inesquecíveis, como Aliya, guia e intérprete que se tornou amiga. Descobriu personagens valiosos como o melancólico dono de uma livraria que, por conta da primeira invasão americana, em 1991, não dispunha de nada novo desde aquela data, frustrando fregueses fiéis como um fã de Jean Paul Sartre ou o rapaz disposto a descobrir se realmente era possível clonar humanos, como ouvira dizer. Asne contou também com a cumplicidade dos iraquianos, desde a dupla de motoristas Abbas e Amir até Kadim, funcionário do Ministério da Informação encarregado de controlar o período de permanência dos jornalistas no país.
Maurício de Nassau e o Brasil Holandes. Correspondência com os Estados Gerais.
Décimo segundo trabalho do já consagrado historiador pernambucano Fernando da Cuz Gouvêa, o livro nasceu de um artigo publicado em 1979 no nº 51 da Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. (Aliás essa fabulosa revista voltará a ser publicada pela CEPE). Com uma pesquisa profunda e meticulosa ele não apenas apresenta a correspondência do conde-governador do Brasil Holandês com os diretores da Companhia das índias Ocidentais na Holanda´, como analisa o contexto da chegada, os motivos da partida e os sete anos de permanência na Mauritsstad. É apaixonante ler sobre aquele nobre alemão de 33 anos de idade com propósitos tão definidos e decisões militares inteligentes. O livro descreve a chegada do conde, com sua comitiva de artistas, intelectuais e cientistas. Trouxe para o Brasil propósitos de civilização, não se conformando com a exploração pura e simples. As cartas se sucedem e ficamos sabendo pormenores. Como o aviso que Nassau deu aos holandeses do perigo iminente. Portugueses e nativos se uniam preparando a sublevação. Bom, muito bom!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Minha nova mania - que delícia!

CARAMBA PENSE: COMO É DIFÍCIL DEIXAR DE SER SEDENTÁRIA. VERDADEIRA EPOPÉIA.
Lembro-me de umas tantas vezes que comecei com as caminhadas. Uma vez o plano era no terceiro mês e, 6 kg a menos, começar gradativamente a correr. Pois não é que com 15 dias peguei uma gripe? Passei outros 15 mal, perdi o pique e desisti.
Academia: matriculei-me em muitas. Tempo máximo de permanência: 6 meses. Um record.
Mas dessa vez tudo vai ser diferente. Meu relógio biológico clama por mudanças de estilo de vida. Já estou pegando carona na reeducação alimentar do habitantes aqui da mansão. Espero mesmo que isso não seja uma moda passageira. Agora só falta aprender a não furar, farrapar, "fuleirar" na caminhada diária! Ah! mas e onde minha nova mania se encaixa nessa história?
Tudo começou quando, pós 4 meses ausente do lar, percebi que meu filho estava mais fofinho, muito fofinho, gordinho mesmo. O maridão também. Eu? idem. Médicos. Exames. Opção por uma vida mais saudavel. Meta para 2009: deixar de ser sedentário ! Incorporar o exercício de uma vez por todas à rotina da minha vida! Que delícia!
Então no quesito alimentaçao saudável/dieta balanceada esbarrei na dificuldade pão branco X pao integral. Comprei pão integral, de centeio, 7 grãos, vários grãos, em várias padarias diferentes e o resultado era que além de pagar muito caro o produto deixava muito a desejar em matéria de sabor. Resolvi preparar eu mesma meu próprio pão. Fiz uma pesquisa na blogosfera.
Nossa! Bons Blogs de ótimos cozinheiros com dicas maravilhosas.
Então descobri o site!
Estou apaixonada pelo blog La Cucinetta !!! Virou mania. Todo dia leio nem que seja um pouquinho. Já fiz um pão e...bem, preciso treinar bastante....
E hoje fiz um bolo de limão fantástico. Servi no chá das 5, imagine. Mas chá sempre foi uma mania minha. Desde sempre.
Parabéns à Ana Eliza pelo blog maravilhosamente bem escrito, organizado, com dicas e explicações detalhadas, como ela mesma diz, "para mostrar aos amigos que pessoas sem tempo não precisam comer miojo". Virei fã.

www.lacucinetta.com.br