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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Aprendendo vulnerabilidade




Hoje na praia, maré seca eu boiei. Boiei o máximo de tempo que eu pude. 
Dezembro e janeiro, na piscina dos Pig também boiei pra caramba. 
Agora eu dei pra boiar kkkkk Lembrando do meu pai. 
Meu pai era muito lúdico. Ele não tinha vergonha de nada, não se importava de ficar "vulnerável", se isso lhe trouxesse alegria. Bastava ele ver água do mar e logo estava ele lá boiando, braços e pernas abertos. E veja bem, ele era praticamente uma letra L: 1.62, pés 42. Então, da areia a gente só via aquele pezão branco lá, eternamente boiando. ( tinha que ver ele caminhando no calçadão de boa viagem: "passadas grandes com grande balanceamento dos braços" dizia ele aos gritos para o desavisado acompanhante, (ensinando o método do dr Cooper)  um espetáculo. Minha mãe sentia vergonha, da espontaneidade dele, então a gente também passou a sentir. Se a gente entrasse na água então, tinha que boiar. Podia ser no Acaiaca no auge dos anos 70. Por isso a gente não entrava nem a pau. Só se a praia estivesse deserta. Que pena. Perdi ótimas oportunidades de boiar com meu pai vendo o movimento das nuvens...
 Lúdico, brincante.  Minha lembrança vai ainda mais longe. Corta para o interior de São Paulo, final dos anos 60. Festinha lá em casa? platéia?  ele dançava frevo. O ponto forte era aquele passo de rapidamente se agachar e levantar diversas vezes para espanto total da platéia. Falava e ria alto nem aí, hahaha. E se chovesse, no final de semana em alguma hora oportuna, ele me chamava correndo; "vai! coloca o biquini!", ele colocava a sunga, hahaha e ia pro jardim muito feliz, qual sertanejo na primeira chuva após longa estiagem. Corríamos pra lá e pra cá, tomando banho de chuva, rindo da minha mãe que gritava "ela vai gripar"... Uma festa. Os vizinhos - bairro de classe média alta - boquiabertos não entendiam o que aquele  "paraíba baixinho" estava fazendo. Isso explica a minha euforia até hoje todas as vezes que chove. Ah! foi ele quem me ensinou a andar de bicicleta mas isso já é uma outra história.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

03/02/2010
1 - Quando eu tinha 15 anos achava que em 2010 víveríamos igualzinho aos Jetsons. Que decepção.

2 - Quando eu tinha 20 anos minha filha Tainá nasceu e neste mesmomomento eu nasci também.

3 - Eu e Tainá crescemos juntas como irmãs. Hoje ela é minha mãe.

4 - Quando eu tinha 30 anos meu filho Edgard nasceu e foi como se eu fosse mãe pela primeira vez.

5 - Cada filho meu tem um pai que corresponde a um ex-marido se é que você me entende.

6 - Acredito no par. A vida só tem graça em dupla.

7 - Nunca fui ao cinema sozinha.

8 - Tive uma crise de choro quando conheci Veneza porque eu queria que meu pai estivesse ali comigo.

9 - Quero morrer em Veneza.

10 - Mas antes preciso passar uns meses na costa amalfitana.

11 - Sinto uma felicidade eufórica nos dias de chuva.

12- Fiz 5 anos de análise e ainda não recebi alta.

13 - Desconfio que meu diagnóstico já mudou de depresiva para alcoólatra passando por síndrome de pânico.

14 - Há dias em que estou absurdamente feliz para no dia seguinte achar que a vida é uma espelunda de quinta categoria. Talvez o transtorno bipolar seja uma hipótese.

15 - Adoro escrever mas detesto tudo depois de ler. Uma lástima.

16 - Frederico é o grande amor da minha vida. Espero que ele nunca vire meu ex-marido.

17 - Adoro Blues principalmente Stevie Ray Vaughan, Pinetop Perkins e Matt Murphy, mas não curto aquele tipo de jazz que passa uma hora viajando na mesma maionese. Miles Davis é o máximo.

18 - Tenho uma incrível facilidade para dizer NÃO, de maneira indolor inclusive.

19 - Sou leitora compulsiva. Como alguém que é viciado em jogo, sou capaz de gastar o dinheiro do condomínio em livros. Meu quarto é um mar de livros. Hoje uso lentes de contato porque meu grau é 6.

20 - Ler é o meu maior vício. E me dá barato.

21 - Depois vem vinho tinto e prosecco. Sempre drogas lícitas. Sou conservadora.No fundo.

22 - Se eu tivesse certeza que o mundo iria acabar em 2012 passaria a tomar champagne no café da manhã.

23 - Eu não nasci pra trabalho, ou melhor, gostaria de ser paga para ler.

24 - Queria ter o dom de escrever. Como Saramago ou Mario Vargas Llosa.

25 - Ganho muito tempo dormindo e consigo ser sedentária sem peso na consciência.



Minha mãe e Edgard, meu irmão, encontraram o relato abaixo, escrito à máquina de escrever em uma folha já amarelada pelo tempo, entre as lembranças deixadas pela minha avó Helga. 
Não sabemos a autoria.
MORREU DE CONFUSÃO
Foi encontrada no bolso de um suicida em Maceió, a seguinte carta:
"Ilmo Sr. Delegado:
Não culpe ninguém pela minha morte, deixei esta vida porque um ano mais que vivesse, acabaria ficando louco!
Foi o seguinte:
Eu tive a maldita sorte de casar-me com uma viúva, a qual tinha uma filha. Se eu soubesse disso, jamais teria me casado. Meu pai, para maior desgraça, era viúvo, e quis a fatalidade que ele se enamorasse e casasse com a filha de minha mulher.
Resultou daí, que minha mulher tornou-se sogra de meu pai e minha enteada ficou sendo minha mãe. E meu pai, ao mesmo tempo, era meu genro. Após algum tempo, minha filha trouxe ao mundo um menino, que veio a ser meu irmão, porém neto de minha mulher, de maneira que fiquei sendo avô de meu irmão.
Com o decorrer do tempo, minha mulher deu à luz a um menino que, como irmão de minha mãe, era cunhado de meu pai e tio de seu filho, passando a minha mulher a ser nora de sua filha.
Eu, Sr. Delegado, fiquei sendo pai de minha mãe e ela, irmã de meus filhos. Minha mulher ficou sendo minha avó, já que é mãe de minha mãe, e, assim, fiquei sendo avô de mim mesmo.
Portanto, Sr. Delegado, antes que as coisas se compliquem ainda mais, resolvi deixar este mundo.
Perdão, Sr. Delegado.
Ass.: Fulano Detal"
Obs.: Consta que, após ter lido esta carta, o Delegado se suicidou.

sábado, 2 de agosto de 2014

O machismo porco chauvinista escondido na brodagem - prestenção


Adoro os textos tanto da juliana cunha quanto do Chico Sá.  Só que o Chico não se admite machista e é.
vamos ler que texto massa:
"Caso se sinta incompreendida, Xico Sá te dará um abraço. Não se sinta feia, Xico Sá está aqui para te dar colo dizendo que macho que é macho não sabe a diferença entre estria e celulite. Macho que é macho liga quando promete, não enxerga rugas, é incapaz de notar que você engordou cinco quilos. O que são cinco quilos na grande ordem das coisas? O Homem de Verdade prega a imaterialidade dos cinco quilos. Com a cabeça nas grandes questões da humanidade ou na concretude do trabalho braçal, não consegue se ater a esse tipo de pequeneza.
É incrível a lista de itens cotidianos que um Homem de Verdade não enxerga, não compreende, não sabe diferenciar. Sua tolerância assume a forma de uma completa falta de percepção. Seus problemas, moça, suas inseguranças, não são fruto de processos históricos concretos, são apenas miragens. De repente você não é uma adulta que percebe o quanto a sociedade é exigente com você (especificamente com você) e que se frustra diante disso: você é uma criança, moça, uma criança boba vendo chifre em cabeça de cavalo. Tudo que você precisa é de um Homem de Verdade para lhe assegurar que seus fantasmas não existem, pois ele não pode vê-los. A lente da razão não pode vê-los, moça, por isso deixe de bobagem, deixe que seu homem te diga com que se preocupar, deixe que ele te separe por grupinhos e que te dê apelidos no diminutivo como “boterinha”, caso você seja gorda, ou “prozaquinha”, caso faça um gênero doidinha.
Xico Sá entende as mulheres. Xico Sá infantiliza as mulheres ao assumir a posição do homem que as entende. Porque é difícil entendê-las. Entender quem não sabe se expressar é uma arte que uns poucos homens sensíveis dominam. Precisamos desses porta-vozes para traduzir o que sentimos. Somos mulheres, somos só sentimento, não elaboramos as coisas, ou elaboramos mal. Precisamos de homens sensíveis que peguem nossos sentimentos confusos e transformem em conceitos inteligíveis, em regras de conduta. Precisamos que esses mesmos homens nos digam quais dos nossos sentimentos são legítimos e quais são paranoia.
Xico Sá pensa os gêneros como coisas tão separadas que, segundo ele, homens (de verdade) simplesmente não conseguem enxergar dados concretos expostos pelas mulheres. Homem que é Homem não vê celulite. A celulite é um dado da realidade. Pode ser fotografada, apalpada, tem aparência e textura definidas, tem classificação médica. É um depósito de gordura e tecido fibroso que provoca irregularidades na pele que o reveste. A celulite é ainda uma construção publicitária: surgiu enquanto problema na França, no começo da década de 1970, ápice do movimento feminista. Surgiu para lembrar as mulheres que você não deve tentar melhorar o mundo quando não consegue sequer melhorar sua bunda. Olhe para o seu próprio rabo. Lembre daquele provérbio que diz: quando pensar em mudar o mundo, dê uma volta em sua própria casa. Quando pensar em mudar o mundo, torne-se um neurótico enclausurado.
Celulites são furinhos, estrias são listrinhas. Muitos homens têm estrias já que elas são um rompimento das fibras elásticas que pode acontecer, por exemplo, durante um crescimento repentino na puberdade. Poucos homens têm celulite, é uma questão hormonal. Celulite é uma mesquinharia. Espíritos elevados não enxergam algo tão pequeno. Eu achava que em 2014 um homem normal era aquele que sabia exatamente o que era uma celulite, conseguia enxergá-la perfeitamente e lidava com sua existência do mesmo modo como eu venho lidando com os pelos nas narinas de meus namorados desde que passei a ter namorados (e que eles passaram a ter pelos nas narinas). Eu não preciso glorificar o pelo na narina. Não preciso negar sua existência, tampouco dizer que nunca reparei. Não preciso dizer que não sei a diferença entre um pelo e um cravo. Homem nenhum vai me dar um biscoito e dizer que nunca encontrou uma mulher tão legal na vida caso eu diga algo assim. Eu lido com esses pelos. Eles permanecerão lá quer eu os ache nojentos ou lindos. Por isso eu não preciso achá-los nojentos. Nem lindos. E nunca me ocorreu que o homem ao meu lado pudesse ser desmerecido pelo que traz dentro do nariz. Porque eu fui ensinada a enxergar homens como pessoas, não como objetos. Isso não é um mérito meu, nem da minha educação familiar específica. Eu não enxergo homens como pessoas porque sou bacana, um espírito livre. Eu enxergo homens como pessoas porque isso é fruto do percurso que fizemos até aqui enquanto sociedade.
Homens que enchem a boca para dizer que adoram celulite, que curtem uns pelos, são idiotas condencendentes. O cerne do problema é justamente você achar que deve ter e expressar opinião sobre cada aspecto do corpo de uma outra pessoa. Melhor: de uma categoria de pessoas. Você não tem que opinar sobre isso. Se você tem uma preferência específica sobre um aspecto do corpo da mulher com quem está transando, exponha isso para ela. Se tem várias preferências específicas, exponha isso ao seu analista. Mas não opine sobre como mulheres em geral deveriam manter seus pelos, ou sobre a relação que elas deveriam estabelecer com suas celulites. Fique na sua.
Não enxergar as coisas, não saber a diferença entre elas, não ligar para elas, nada disso é empatia, nada disso é mérito. E não é a empatia de um grupo historicamente privilegiado que vai impulsionar mudança alguma. Não é minha empatia pelos negros que reduz o racismo. Não é minha bondade ao “abrir mão de privilégios” que faz o bondinho da história andar. Não foram textos na internet ensinando o opressor a manerar que nos trouxeram até aqui. Tenho achado muito engraçados uns textos recentes sobre “como homens podem ajudar o feminismo” (spoiler: não podem). Uma das dicas costuma ser: “abrindo mão de seus privilégios”. Ninguém abre mão de privilégio. Ninguém quer ou mesmo pode fazer isso. Um privilégio histórico não é aquele ⅓ do apartamento de papai que você abdicou em favor do irmãozinho desajustado. Eu não abro mão de nenhum dos meus privilégios como branca: são os negros que vêm arrancando esses privilégios de mim, como tem que ser. Me ressinto quando vejo meus privilégios serem arrancados, fecho a mãozinha. Se fico caladinha é porque uma das conquistas do movimento negro foi fazer com que a exposição desse ressentimento fizesse de mim uma idiota no meu meio social. Eu posso perder coisas com isso, amigos, trabalhos. Então fico calada. Um dia, homens como Xico Sá também acharão melhor ficar na deles. Mas hoje não. Hoje eles são amigos dasmulheres e expoentes da ala feminismo de boteco da imprensa brasileira. Posam entre as pernas de uma gostosa enquanto te asseguram que vai dar tudo certo, moça, inclusive aquele seu rolo com o demente que não vê celulite.
obs . nao concordo com tudo óbvio mas vou comprar o livro de Juliana.
http://julianacunha.com/blog/2014/08/01/xico-sa-te-abraca/

João e o amor.

João e o amor.
O amor, ahhh o amor..... chega sem avisar e toma parte de todo o seu ser de maneira inefável, por vezes, irremediável. Preenche seus vazios te deixando mesmo bobo. Não raro faz sofrer e ser feliz ao mesmo tempo!






Era uma vez João, que nasceu na minha casa, saiu de dentro de mim, foi me conquistando cada dia um cisco, um sorrisinho, engatinhar, andar, uma piscadinha, um xau um beijo. E  assim, de sopa em sopa,  sem perceber me apaixonei perdutamente (porque tem coisas que em italiano ficam mais profundas) e nos tornamos comparsas. Um dia, quando eu estava boba de amor, veio um avião daqueles de filme e levou meu oceano de amor para Avaré. É. Avaré. 3.000 km daqui. ou 3 horas de voo mais 3 horas de carro. Ainda bem que essa história só está no meio. Ufa.

terça-feira, 25 de março de 2014

That's my big little John, my everything


Isso pra mim é viver, isso pra mim é amor!
sensação indescritível.


sábado, 17 de agosto de 2013

O Amor

CAETANO VELOSO
Talvez
Quem sabe
Um dia
Por uma alameda
Do zoológico
Ela também chegará
Ela que também
Amava os animais
Entrará sorridente
Assim como está
Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita
Ela é tão bonita
Que na certa
Eles a ressuscitarão
O século trinta vencerá
O coração destroçado já
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcançar
Tudo o que não
Podemos amar na vida
Com o estrelar
Das noites inumeráveis
Ressuscita-me
Ainda
Que mais não seja
Porque sou poeta
E ansiava o futuro
Ressuscita-me
Lutando
Contra as misérias
Do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me
Quero acabar de viver
O que me cabe
Minha vida
Para que não mais
Existam amores servis
Ressuscita-me
Para que ninguém mais
Tenha de sacrificar-se
Por uma casa
Um buraco
Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai
Seja pelo menos
O Universo
E a mãe
Seja no mínimo
A Terra
A Terra
A Terra

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DROGAS, TOU FORA

Há cerca de um ano tive um percalço desagregador na minha vida. 
No início sobreveio-me uma depressão. 
Era como se alguém tivesse me dado uma pancada na cabeça ou puxado o meu tapete, batendo assim com a cabeça no chão. Por muitos dias eu ainda não entendia direito o que realmente estava acontecendo. Após dois meses (depois de anos de abstinência) voltei a fumar!
Aquela velha história de vou fumar só um me pegou, logo eu macaca velha.
Na verdade alí estava o meu não-amor por mim, aquela vontade de auto-destruição. 
Voltei para o meu grupo de terapia que eu havia abandonado de forma abrupta, absoluta, eu mesma me dando alta e achando que não precisava mais de ajuda! Pedi arrego e o grupo me aceitou de volta! 
Longo foi - está sendo o caminho a percorrer. 
Neste momento estou há 3 dias sem fumar!! Só quem entende é quem já passou ou passa por isso.

Ao parar de fumar seu corpo vai recebendo benefícios constantes. Veja só:

Após 20 minutos

A pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal

Após 2 horas

Não há mais nicotina circulando no seu sangue

Após 8 horas

O nível de oxigênio no sangue se normaliza

Após 12 a 24 horas

Seus pulmões já funcionam melhor

Após 2 dias

Seu olfato já percebe melhor os cheiros e o seu paladar já sente melhor o sabor da comida

Após 3 semanas

Você vai notar que sua respiração se torna mais fácil e a circulação melhora

Após 1 ano

O risco de morte por infarto já se reduziu à metade

Após 5 a 10 anos

O risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram

sábado, 26 de janeiro de 2013

O Metrô de superfície do Recife

Hoje andei de metrô em Recife pela primeira vez! QUE MARAVILHA! Rápido, sem engarrafamentos, ar condicionado, conforto, barato, seguro, sem violência. O RECIFE PRECISA DE MAIS LINHAS DE METRÔ! É DISSO QUE O RECIFE PRECISA. METRO DE SUPERFÍCIE É MAIS BARATO, NÃO TEM QUE ESBURACAR A CIDADE!!!! MAS.... E O LOBBY DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS TIPO BORBOREMA???? Intrigada com isso comversei com uma grande amiga que é especialista em transporte público, Fernanda Gouvêa. Eis o que ela me disse:

"O metro é a rainha das tecnologias em transporte urbano, sonho de todos, mas o preço do km é bem maior que os sistemas sobre rodas como o ônibus e os BRTs, o desafio é como ter um transporte acessível a toda a população ou seja que ela suporte pagar.
A licitação das linhas da RMR deve trazer qualidade com uma tarifa que a população possa pagar. Empresas do Brasil e de outros países poderão concorrer. Vamos fazer fé que isso venha a melhorar progressivamente o TC e que venham mais investimentos .
O metrô não precisa disputar espaço nas vias públicas com os veículos particulares, isso dá velocidade e confiabilidade. A questão toda é que o Brasil optou pelo automóvel na década de 1950 e por muito tempo só os ricos puderam desfrutar disso.
Agora estamos num gargalo. Todos querem transporte publico de qualidade. Ta na pauta da classe média. Isso é o que temos que lutar. Como na Europa o mesmo transporte para todos. Democracia nas vias públicas."

Eis aqui a opinião de outro amigão meu, Zeliel, este usuário do metrô:
  "ANGÉLICA ,MINHA AMIGA, VOCÊ ESTAR FORA DE REALIDADE. PEGA ESSE METRÔ NO HORÁRIO DE PICO.
ENTÃO IRÁ VER O QUE É SUPER LOTAÇÃO, SE VOCÊ LEVANTAR UM PÉ VIRA SACI, PERDE O LUGAR."
  
E como fica o meu sonho de um mundo possível?


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Danusa Leão - que mulher!



DANUZA LEÃO (O ESTADO DE SÃO PAULO)

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente
bem cedo começa acreditar, ainda por cima, se achar culpada por ser
burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de
vitórias e felicidades.
Uma das mentiras: que nós, mulheres, podemos conciliar
perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e
amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos !!
Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu
filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite,
quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega,para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.
Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar
uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e
passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?
Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer
as mulheres e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuará tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.
Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que
faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo.
No começo, ela até
tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre
maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade.
Mas Ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se
percebe a guerra já está perdida.
Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os
charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas:tempo e dinheiro.
Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37
Radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista
tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação,
alongamento,comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas,
depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.
É muito interessante a imagem da mulher que depois do
expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente
branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que
está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour. Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus
banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco? para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só
minuto seja perdido.
Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa,
têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia
na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o
rendimento escolar está baixo.
E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm
um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem
viver (segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não sepode viver: ar, água e pão).
Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tempestade


Cadê a chuva que me prometeram? Esses homens do tempo são uma fraude. Esses romanos são todos uns loucos.

Choveu de manhã e como diria minha amiga Naymme "segunda é um belo dia para chover" (devia chover a cântaros toda segunda-feira), mas não choveu quase nada.

Queria era uma tempestade com direito a trovões e relâmpagos de arrepiar, o mar ficando tenebrosamente encrespado. O dia ficando noite e a gente lendo livros que ninguém conhece, escrevendo bobagens e tomando prosecco no café da manhã.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Férias sinônimo de muitos livros, filmes amigos e PRAIA!








Fui passar uns dias no litoral sul de Pernambuco, em Xaréu, uma prainha despretensiosa, e por isso mesmo deliciosa, assim como as companhias! Lá não tinha wireless em compensação tinha topless uhuhuhuhu
Nos deliciamos com peixes e crustáceos à vontade. Fizemos artesanato, pátina, pintamos vidrinhos coloridos para encher de velas, e preguiçamos nas redes.
Joguei frescobol todos os dias rememorando os áureos tempos do Acaiaca.
A casa, cercada de uma reserva de mata atlântica, é um refúgio perfeito para descanso. Muitos pássaros cantando e bandos de saguis.
Mas um dia, depois de uma chuva, recebemos a inusitada visita de uma aranha caranguejeira peluda tamanho gigante! Gritos, corre-corre e a pobrecita correu assustada.....Ou seja, tivemos direito à todos os acontecimentos do tipo férias na casa da praia, como por exemplo o carro que atola no caminho da padaria....recordações engraçadas para depois....
Que delícia, voltamos todos renovados. Mas ainda tem muita coisa pra curtir antes das férias acabarem!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Aponte pra onde quiser





Quando eu era pequena o povo dizia que o "governo" (uma entidade folclórica mais ou menos como saci-pererê ou cumadre florzinha) iria construir uma ponte de Barra de Jangada até a Ilha do Amor (Praia do Paiva) e assim acabariam-se os quilométricos engarrafamentos que transformavam num inferno a volta das praias nos feriadões. Eu acreditei e fiquei esperando, isso ia ser demais. Afinal o governo também tinha dito, depois da grande catástrofe que foi a cheia de 75, que não haveria mais um episódio como aquele, porque Ele iria retificar o rio Capibaribe, construir a Barragem de Tapacurá entre outras etc etc. Acho que ninguém acreditou no Governo, porque o mundo inteiro que morava na cidade vendeu tudo, mansões a preço de banana e mudou-se para Boa Viagem. Mas o fato é que, de lá pra cá, cheias no more.
Então fiquei esperando a Ponte! E ora aí está!!
Não é meu objetivo criar um grupo de discussões, longe de mim avaliar seus propósitos, especulações e mega-transações imobiliárias.
Domingo último acordei logo dizendo: Hoje eu quero ir conhecer a ponte!
Como assim?
Quero ver se ela é linda como eu a imagino, os barquinhos passando por baixo, afinal moro em uma cidade cujas pontes são motivo de devoção e com essa não vai ser diferente.
O visual ficou belíssimo e aos mais puristas digo que ela não destoou da paisagem, assim como a Rio-Niterói ou a Golden Gate e tantas outras que também são lindos cartões postais nos abençoando com o direito de ir e depois voltar.
Benvinda filha mais nova de Maurício de Nassau. Benvinda sobre o Rio Jaboatão. Você é linda.
obs.> na foto estamos no barzinho da Aquamarine, uma das marinas de Barra de Jangada que acabou ficando bem junto da ponte como o Cabanga Iate Club.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O que tenho feito?

Os machos sairam pra jantar....



Sítio da Pedra Alta, do "Doido". Atrás vê-se o Blue Tree De Cabo de Santo Agostinho.

O por de sol nesse bar é ALGO. A peixada com pirão idem.


Mirante do Paraíso. Vista deslumbrante da Praia de Suape.



Vila de Nazaré.


Você me pergunta o que tenho feito durante a reforma de mim mesma????

Bem, estou de férias desde o dia 12 de dezembro. Que vidinha mais ou menos.....

Recebemos nossos amigos de Portugal. Lá estava nevando. Aqui sol quente de lascar.

Durante 15 dias a casa virou uma festa! Violões, pandeiros, gaitas e uma quantidade incalculável de latinhas de cerveja. Eles gostam tanto da nossa cerveja quanto nós gostamos do vinho deles.

Ganhei vários de presente. A notícia ruim foi que perdi minha câmera digital num desses domingos. Não sei se a deixei na Bodega do Véio em Olinda ou se foi na Dobradinha do Régis no Pina...

Alias, permita-me um adendo: você já experimentou o Peixe (com P maiúsculo) à moda da casa com molho de castanha da Dobradinha do Régis? Ñão? Então corra. Visita aqui em casa tem que passar no Régis. Enfim, que pena. As fotos que estavam na câmera traduziam todo o nosso ócio de final de ano, só deu tempo de descarregar as do Reveillon e as do Sítio da Pedra Alta (Bar do Doido) em Suape, outro lugar imperdível com peixada ídem.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A PONTE


Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?

No horizonte, no horizonte

Este lugar é uma maravilha

Mas como é que faz pra sair da ilha?

Pela ponte, pela ponte
A ponte não é de concreto, não é de ferro

Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar

Caminhar sobre as águas desse momento

A ponte nem tem que sair do lugar

Aponte pra onde quiser

A ponte é o abraço do braço do mar

Com a mão da maré

A ponte não é para ir nem pra voltar

A ponte é somente pra atravessar

Caminhar sobre as águas desse momento

domingo, 27 de julho de 2008

Sexta teve Dodge Band: noite de blues no BURBURINHO

Na platéia lotada de tietes de todas as tribos, meu tudo e minha oura.
O que houve foi uma apresentação memorável da Dodge. Blues e Rock'n roll na veia. Casa cheia e uma energia lisérgica. Dessa vez o som estava impecável. Bom demais.

No palco Papito baixista maridão sarado e o espetacular vozeirão presença carismática do Cássio Curchatuz. Bateria Marcinho Carvalho. Guitarra Marcelo Demo.




Ainda tou tentando, sem sucesso, carregar o vídeo. Dois a zero pro blogger.


domingo, 20 de julho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Parou Tudo ou Como dar uma guinada depois dos 40

Achei essa foto um barato. Queria uma gravura que transmitisse o âmago do post. Caramba, adorei essa hehehe....

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Quando eu fiz o vestibular pela primeira vez tinha 17 anos. Poucas pessoas podem tomar uma decisão dessas com essa idade. O que você vai ser quando crescer? Eu passei muito tempo sem saber responder à essa pergunta.
Me graduei e nunca trabalhei na área da minha primeira graduação.

Quando dei por mim estava trabalhando numa multinacional e ganhando bem mais que meus colegas de faculdade. Foram 18 anos. Os 7 primeiros foram ótimos e desafiadores. Eu realmente gostava daquilo que fazia. Num lance de audácia fui promovida mudei de área e...me dei mal: passei a detestar tudo. Acomodada, com medo de mudar, permaneci mais penosos 8 anos!
Foi quando tomei a decisao. Aquilo não dava mais pra mim. Sem estímulo algum, decepcionada com meu trabalho, sabia que ia acabar sendo demitida. Mas, quantas contas para pagar! Como dar uma guinada aos 40 anos?
Quantas pessoas a me desencorajar, mesmo quando eu dizia me sentir tão infeliz...

Queria mudar. Precisava mudar. Estava adoencendo. Tive labirintite com 35 anos, e depois? mais uma infinidade de "ites". Até que tomei coragem. Outro vestibular com 38 anos. Dessa vez era o que eu queria. Que delícia. Amava cada aula, curtia estudar. Pós graduação. Estava quase tudo pronto para a mudança. Doce ilusão...
Mudar era muito mais complicado do que pensei. Minha nossa!

Como dizia o inventor Thomas Edison, mudanças e boas oportunidades vêm vestidas com macacão de operário. Fazer mudança dá trabalho. Olhar nossas dificuldades de frente, assumí-las, planejar ações para ultrapassá-las e agir com determinação. Ufa..
Dá uma preguiça... a força da inércia. Sair da zona de conforto. Mesmo que seja um conforto sufocante, que a gente sinta que está jogando a vida fora, resistimos em mudar. Quanto tempo fiquei ali, enrolando, adiando, fazendo de conta que a situação não existia, me distraindo com “coisas mais importantes”.
O budismo diz que o apego é a principal causa do nosso sofrimento. E é.
O apego é uma cola. E, quanto mais cola, mais dói para sair.
O outro motivo é resistência ao desconhecido. Medo. Essa é a palavra. Medo de perder o controle da situação. Se eu mudar e ficar pior? Mas e se eu não mudar e "for mudada"? Não seria pior?
Durante a fase mais, digamos assim, aguda da minha guinada pessoal, tive que dar tratos à bola. Pensar e repensar questões difíceis que me tiravam o sono: qual o meu objetivo na vida? minha razão de existir? O que foi mesmo que eu vim fazer neste mundo? O que exatamente quero mudar na minha vida? E o quê preciso modificar em mim mesma para conseguir isso?

E a questão principal: O que me faz realmente feliz? Decididamente não é a ambição de ser rica nem muito menos a área de vendas de empresa alguma.
Ó céus, ó vida, ó dor! Ó dúvida cruel....Não quero mudar para permanecer na mesma, trocar 6 por meia dúzia, como aquelas pessoas que trocam de carro, de casa, de cidade só para não trocar as bases do relacionamento com o cônjuge, recusando-se a admitir que o relacionamento é que é o verdadeiro problema.
Por isso que o foco é importante. Senão a gente fica naquela dos desejos generalizantes tipo véspera de ano novo. "Eu gostaria de emagrecer" é bem diferente de "Eu quero emagrecer 4 quilos até março, 2 quilos por mês, já me matriculei na academia e comecei o regime".
Aprendi em terapia que a nossa vida é como uma cadeira onde cada perna significa: vida pessoal(social, familiar), vida profissional, vida cultural e vida espiritual. Se uma das pernas estiver quebrada até que a cadeira ainda continua em pé. Mas com duas....Para mudar precisamos desse equilíbrio. Pode haver uma ênfase maior numa das áreas, mas o ideal é que seja só um pouco maior e não muito maior. E o equilíbrio é dinâmico, está sempre em mutação. É bom refletir sempre sobre ele.

É preciso saber reconhecer a importância de nossas necessidades espirituais e emocionais antes de traçar planos materiais concretos.
Mas como reunir forças para mudar quando estamos conscientes de que nossa decisão implicará em renúncia, esforço e sacrifício?
Isso porque nem sempre as mudanças que vão nos fazer mais felizes serão as que vão receber aplausos da sociedade ou da família.
Algumas pessoas não compreendiam os meus motivos, chamavam-me de louca: "Quantas pessoas gostariam de estar no seu lugar e ter o emprego que você está "jogando fora". A continuar na mesma e eu é que seria "jogada fora" pois estava no lugar errado. A razão morava dentro de mim e isso me deu forças. Não conseguia mais trabalhar. Eu que sempre pensei primeiro nos filhos, na casa, desta vez coloquei-me em primeiro lugar junto com minha saúde mental. E me considerava pronta para arcar com as consequências.
Claro que existe um dilema interno. Temos muitas vozes dentro de nós: uma parte vai querer cumprir as determinações, enquanto outras preferem dormir mais um pouquinho, comer um brigadeiro de sobremesa, adiar o pagamento de uma conta para se presentear com alguma bobagem considerada essencial. Conscientes dessa "luta" fica um pouco mais fácil resistir aos impulsos que surgem a todo momento.
Hoje estou feliz com o rumo dos acontecimentos, na reta final, quase na linha de chegada. A idade é apenas um número e logo após o mestrado virá o doutorado. Decidi nunca mais parar de estudar. Ler é a minha praia. A docência, a minha esteira (ainda se usa esteira na praia? ok toalha, canga, chaise long, como queira). O caminho foi duro, é duro, cheio de percalços, só que isso é assim pra todo mundo e nos momentos mais difíceis pude contar com a ajuda dos verdadeiros amigos. Tenho muitos. Como é bom tê-los.
E olhe que eu nem sabia, mas hoje já existem, imagine, livros, consultores e até cursos para ajudar as pessoas a empreender a grande guinada!

sábado, 22 de março de 2008

Dicionários




Sou viciada, compulsiva, tenho coleção de dicionários e me orgulho dela. Desde os imensos aos pequenos, de antônimos e sinônimos, de política do Bobbio, inglês, italiano, espanhol, francês, de mitologia greco-romana, etc etc .


Não vou a lugar nenhum sem, pelo menos, o míni-Houaiss.


Na faculdade, como se já não bastasse o peso da nossa sacola de livros, (o peso do saber: todo professor de história que se preze tem que ter bursite - do latim bursa, 'bolsa', processo inflamatório de bolsa, em regra sinovial - com 40 anos) tenho que ter ao menos um dicionário, mesmo que eu vá de ônibus .....Como pode alguém ter vergonha ou preguiça de procurar o significado de uma palavra no dicionário? Comigo acontece o oposto. Quando eu não sei que diabos quer dizer aquela maldita palavra, aquilo fica me incomodando qual uma unha encravada, um fiapo de manga nos dentes. Enquanto eu nao me sinto com o dicionário nas mãos não tenho sossego. Mas quando a encontro....puro deleite.


Pablo Neruda em "Oda al Diccionario":

Diccionário, no eres

tumba, sepulcro, féretro,

túmulo, mausoleo,

sino preservación,

fuego escondido,

plantación de rubies,

perpetuidad viviente

de la esencia,

granero del idioma.



"Escrevo com o dicionário. Sem dicionário, não posso escrever - como escritor."

Gilberto Amado (1887-1969) membro da ABL, aos 21, 22 anos tornou-se catedrático de Direito Penal da Faculdade de Direito do Recife, jornalista, político, diplomata, poeta, ensaísta, cronista, romancista e memorialista.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Para blogar todos os dias

Dia 8 de janeiro foi a última vez que postei em meu blog! Hoje é dia 25!
Adoraria conseguir blogar todos os dias, mas meus últimos dias foram de tal maneira tumultuados, zebras e correria, totalmente desprovidos de rotina, desordenados, fui invadida pela ansiedade e sentimentos de péssima energia....
Para ser mais explícita, atravesso sérios problemas de ordem familiar.
Eles, os problemas, estão minando a minha energia, não consigo blogar, e não consigo uma série de outras coisas.
Muitas vezes tenho ótimas idéias de posts mas ...nada.
Não dá. Estou sofrendo e a minha dor, ela me tomou, me ocupa inteira. Corpo, alma, intelecto e o que mais tiver.
Vou dar mais um tempinho.
Que saudade de blogar e de fazer mais um monte de coisas!
Mas estou em pedaços.
Deve ser uma fase. Tomara que seja. Tem que ser. Vai ser. Vai passar.
Tal como fenix, renascerei das cinzas.
Me aguarde.
Angel. Anginha. Angélica. Preciso urgentemente me matricular na IOGA!!!
Vida que segue inexorável, o sol nasce depois vai embora, nem aí pra minha dor.
Não a estou regateando, de maneira alguma. A dor é minha, ninguém pode sentí-la por mim.
É a minha dor, quero sentí-la em sua totalidade.