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sábado, 2 de agosto de 2014

Com pedaços de mim estou tentando montar uma pessoa

Faz uma ano que eu nao posto uma crítica dos livros que tenho lido!! Tempo tempo rei.
Minha média de 2 livros por semana não conseguiu se manter mas li pelo menos 30 livros que vou tentar aqui relacionar e dar uma nota de 0 a 10 com um pingo de conta gotas de comentário:

Gabriel Garcia Marques
O baile da ilha fiscal
Marcel Proust
Bukowski
Tolstoi
Saramago Memorial do Convento
Calvino no original
Pinocchio no original

João e o amor.

João e o amor.
O amor, ahhh o amor..... chega sem avisar e toma parte de todo o seu ser de maneira inefável, por vezes, irremediável. Preenche seus vazios te deixando mesmo bobo. Não raro faz sofrer e ser feliz ao mesmo tempo!






Era uma vez João, que nasceu na minha casa, saiu de dentro de mim, foi me conquistando cada dia um cisco, um sorrisinho, engatinhar, andar, uma piscadinha, um xau um beijo. E  assim, de sopa em sopa,  sem perceber me apaixonei perdutamente (porque tem coisas que em italiano ficam mais profundas) e nos tornamos comparsas. Um dia, quando eu estava boba de amor, veio um avião daqueles de filme e levou meu oceano de amor para Avaré. É. Avaré. 3.000 km daqui. ou 3 horas de voo mais 3 horas de carro. Ainda bem que essa história só está no meio. Ufa.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Drummond e a Palestina

Os Ombros Suportam o Mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Manoel de Barros - Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo

POEMA

A poesia está guardada nas palavras - é tudo o que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as
insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

sábado, 17 de agosto de 2013

O Amor

CAETANO VELOSO
Talvez
Quem sabe
Um dia
Por uma alameda
Do zoológico
Ela também chegará
Ela que também
Amava os animais
Entrará sorridente
Assim como está
Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita
Ela é tão bonita
Que na certa
Eles a ressuscitarão
O século trinta vencerá
O coração destroçado já
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcançar
Tudo o que não
Podemos amar na vida
Com o estrelar
Das noites inumeráveis
Ressuscita-me
Ainda
Que mais não seja
Porque sou poeta
E ansiava o futuro
Ressuscita-me
Lutando
Contra as misérias
Do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me
Quero acabar de viver
O que me cabe
Minha vida
Para que não mais
Existam amores servis
Ressuscita-me
Para que ninguém mais
Tenha de sacrificar-se
Por uma casa
Um buraco
Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai
Seja pelo menos
O Universo
E a mãe
Seja no mínimo
A Terra
A Terra
A Terra

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Meu poema de Carnaval.


Se eu morrer no carnaval
por favor não me enterre, não quero funeral.
Saia comigo abraçado, qual boneco
de pano, pelas ladeiras de Olinda.
Sala de Justiça, Ceroula, O Urso
da Madame, Afoxé Alafin Oyó.
Não me deixe só.
Vista-me de meretriz e, na quarta-feira,
jogue minhas cinzas nas ladeiras
onde fui mais feliz.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

As sem-razões do amor

As sem-razões do amor
Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

domingo, 13 de março de 2011

Mágoa - Augusto dos Anjos


ETERNA MÁGOA

Augusto dos Anjos

O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do Mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga!
*
*
Não crê em nada, pois, nada há que traga
Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.
Quer resistir, e quanto mais resiste
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.
*
*
Sabe que sofre, mas o que não sabe
É que essa mágoa infinda assim, não cabe
Na sua vida, é que essa mágoa infinda
*
*
Transpõe a vida do seu corpo inerme;
E quando esse homem se transforma em verme
É essa mágoa que o acompanha ainda!
FIM

domingo, 11 de abril de 2010

Augusto dos Anjos


Vandalismo


Meu coração tem catedrais imensas,

Templos de priscas e longínquas datas,

Onde um nume de amor, em serenatas,

Canta a aleluia virginal das crenças.


Na ogiva fúlgida e nas colunatas

Vertem lustrais irradiações intensas

Cintilações de lâmpadas suspensas

E as ametistas e os florões e as pratas.


Como os velhos Templários medievais

Entrei um dia nessas catedrais

E nesses templos claros e risonhos ...


E erguendo os gládios e brandindo as hastas,

No desespero dos iconoclastas

Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

La Vie En Close

O Que Passou, Passou?

Antigamente, se morria.
1907, digamos, aquilo sim
é que era morrer.
Morria gente todo dia,
e morria com muito prazer,
já que todo mundo sabia
que o Juízo, afinal, viria,
e todo mundo ia renascer.
Morria-se praticamente de tudo,
de doença, de parto, de tosse.
E ainda se morria de amor,
como se amar morte fosse.
Pra morrer, bastava um susto,
um lenço no vento, um suspiro e pronto,
lá se ia o nosso defunto
para a terra dos pés juntos.
Dia de anos, casamento, batizado,
morrer era um tipo de festa,
uma das coisas da vida,
como ser ou não ser convidado.
O escândalo era de praxe.
Mas os danos eram pequenos.
Descansou. Partiu. Deus o tenha.
Sempre alguém tinha uma frase
que deixava aquilo mais ou menos.
Tinha coisas que matavam na certa.
Pepino com leite, vento encanado,
praga de velha e amor mal-curado.
Tinha coisas que tem que morrer,
tinha coisas que tem que matar.
a honra, a terra e o sangue
mandou muita gente praquele lugar.
Que mais podia um velho fazer,
nos idos de 1916,
a não ser pegar pneumonia,
deixar tudo para os filhos
e virar fotografia?
Ninguém vivia pra sempre.
Afinal, a vida é um upa.
Não deu pra ir mais além.
Mas ninguém tem culpa.
Quem mandou não ser devoto
de Santo Inácio de Acapulco,
Menino Jesus de Praga?
O diabo anda solto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Almoçou e fez a barba,
tomou banho e foi no vento.
Não tem o que reclamar.
Agora, vamos ao testamento.
Hoje, a morte está difícil.
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.
Agora, a morte tem limites.
E, em caso de necessidade,
a ciência da eternidade,
inventou a criônica.
Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica.

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Lápide 1
epitáfio para o corpo

Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito,
são suas obras completas.

Lápide 2
epitáfio para a alma

Aqui jaz um artista
mestre em desastres
viver
com a intensidade da arte
levou-o ao infarte
deus tenha pena
dos seus disfarces.

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Insular

mil milhas de treva
cercada de mágua
por todos os lados

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esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem

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a noite - enorme
tudo dorme
menos teu nome

ISSO TUDO É LEMINSKI

Distraídos Venceremos

Volta em Aberto

Ambígua volta
em torno da ambígua ida,
quantas ambiguidades
se pode cometer na vida?
Quem parte leva um jeito
de quem traz a alma torta.
Quem bate mais na porta?
Quem parte ou quem torna?

Leminski

o amor, esse sufoco
agora há pouco era muito,
agora, apenas um sopro

ah, troço de louco,
corações trocando rosas,
e socos

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podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano

eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano

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eu ontem tive a impressão
que deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos

quem sou eu para falar com deus?
ele que cuide dos seus assuntos
eu cuido dos meus

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Parada Cardíaca

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure
vem de dentro

Vem da zona escura
donde vem o que sinto
sinto muito
sentir é muito lento

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Razão de Ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras de papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

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Incenso Fosse Música

isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

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abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri
antigamente eu era eterno


TUDO ISSO É LEMINSKI

Caprichos e Relaxos II

não fosse isso
e era menos
não fosse tanto
e era quase

Leminski

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Caprichos e Relaxos

um dia desses quero ser
um grande poeta inglês
do século passado
dizer
ó céu ó mar ó clã ó destino
lutar na índia em 1866
e sumir num naufrágio clandestino

Leminski

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Minha vida por inteiro eu lhe dou





Meu ar de dominador
Dizia que eu ia ser seu dono
E nessa eu dancei!

Hoje no universo
Nada que brilha cega mais que seu nome
Fiquei mudo ao lhe conhecer
O que vi foi demais, vazou
Por toda selva do meu ser
Nada ficou intacto
Na fronteira de um oásis
Meu coração em paz, se abalou
É surpresa demais que trazes

'Inda bem que eu sou Flamengo
Mesmo quando ele não vai bem
Algo me diz em rubro-negro
Que o sofrimento leva além
Não existe amor sem medo
Boa noite!

Quem não tem pra quem se dar
O dia é igual à noite
Tempo parado no ar, há dias
Calor, insônia , oh! noite
Quem ama vive a sonhar de dia
Voar é do homem
Vida foi feita pra estar em dia
Com a fome, com a fome, com a fome

Se vens lá das alturas com agruras ou paz
Oh, meu bem, serei seu guia na terra
Na guerra ou no sossego sua beleza é o cais
E eu sou o homem
Que pode lhe dar, além de calor, fidelidade
Minha vida por inteiro eu lhe dou

Boa Noite - Djavan

sexta-feira, 27 de março de 2009

Manoel de Barros - Auto-retrato

Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas.

Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.

Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,

aves, pessoas humildes, árvores e rios.

Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar

entre pedras e lagartos.

Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto

meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou

abençoado a garças.

Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo.

Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.

Os bois me recriam.

Agora eu sou tão ocaso!

Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis.

No meu morrer tem uma dor de árvore.


Manoel de Barros (1916) se firma cada vez mais como um de nossos maiores e melhores poetas, uma constante redescoberta das palavras:

Maior que o infinito é o incolor.
Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.
O meu vazio é cheio de inerências.
Sou muito comum com pedras....

Manoel de Barros - Livro Sobre Nada - Reencontro com a POESIA

Aspirinas e cheiro de maresia, isso tem todo dia aqui em casa.

Mas confessso que tá faltando poesia . Livro Sobre Nada. Arrocha o nó:
*
*
*
Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
A inércia é o meu ato principal.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Por pudor sou impuro.
Não preciso do fim para chegar.
De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
Do lugar onde estou já fui embora.

domingo, 17 de agosto de 2008

Ferreira Gullar

Jabuti
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão;
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que uma questão
de vida ou morte -
será arte?
GULLAR, Ferreira. Na vertigem do dia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,1980.

domingo, 22 de junho de 2008

Poeta meu poeta camarada, poeta da pesada, do pagode, do perdão....

Soneto da fidelidade
Vinícius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A dor, é minha só, não é de mais ninguém....aos outros eu devolvo a dó...eu tenho a minha dor


Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo?
Quando eu estava bem, morta de sono.


Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste?
Quando eu estava bem, morta de medo.


Por que não me deixaste adormecida?
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída.


Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida?
Quando eu estava bem, morta de frio.


Chico Buarque,
Soneto.

sábado, 5 de abril de 2008

Rebordosa - mas pode chamar de sarrrabulho, caldo ou vaca para os surfistas: como sobreviver à uma


Bem hoje graças à Rebordosa, Rê para os íntimos, conheci um blog com o qual me identifiquei deveras: La donna è mobile. Vou colocar na minha lista de blogs simpatissíssimos, nao deixem de visitar, que mulher! Che donna!

Então - coincidência?
ou não existem co-incidências? - nesse bolg vi tanta coisa linda....

Eu tinha acordado mal, achando a vida uma espelunca de quinta categoria, mas aí , nesse blog meus olhos se encheram de palavras, imagens, sons, outras possibilidades, o tempo foi passando, e eu nem me lembrava mais o que era que eu ia fazer com a Rebordosa!

Então aqui vai uma das preciosidades deste blog, tão bem cuidado, criterioso, um oasis na web:

Um brinde, não vários drinques à Rebordosa que me apresentou a Alana!


Às vezes me sinto muito só.
Sem ontem e sem amanhã.
Não adianta que haja pessoas em volta de mim.
Mesmo as mais queridas.
Só se está só ou acompanhado, dentro de si mesmo.
Estou muito só hoje.
Duas ou três lembranças que me fizeram companhia, desde segunda-feira, eu já gastei.
Não creio que, amanhã, aconteça alguma coisa de melhor.

do nosso querido Antônio Maria,
em seu Diário.