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terça-feira, 22 de abril de 2014

OSHO - SAÚDE ESPIRITUAL

Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem -
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram - mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os
rodeia.

************* OSHO *************

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Meu poema de Carnaval.


Se eu morrer no carnaval
por favor não me enterre, não quero funeral.
Saia comigo abraçado, qual boneco
de pano, pelas ladeiras de Olinda.
Sala de Justiça, Ceroula, O Urso
da Madame, Afoxé Alafin Oyó.
Não me deixe só.
Vista-me de meretriz e, na quarta-feira,
jogue minhas cinzas nas ladeiras
onde fui mais feliz.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Domenico De Masi


Domenico De Masi , filosofo italiano nos ensina em seu livro Ócio Criativo:

Se os nosso bisavós padeciam do tédio dos dias sempre iguais , nós padecemos de vertigem por instantes sempre diversos, acelerados e excessivos, nos quais se orientam somente aqueles que, dotados de sabedoria, sabem viver com estilo, submetendo e sincronizando os ritmos frenéticos do mundo aos próprios biorritmos.

Quem não possui essa sabedoria, quem não sabe usufruir do luxo da pausa, deve entender que a felicidade e a alegria se encontram ao alcance das mãos e só o fato de tentarmos ir buscá-la, e quem quer que a busque já está de alguma forma no caminho dessa sabedoria.

Estamos desabituados de uma tal maneira a fazer as coisas com calma, que assim que dispomos de uma hora livre tratamos de enchê-la de tantos compromissos e tarefas que o tempo acaba sempre faltando!

Tempo e espaço, duas características mais importantes das nossas vidas, reduziram-se de tal forma que, dispor deles, isto é , ter tempo e espaço passou a ser um luxo.

A pressa tecnológica esconde-se em algo mais profundo: o medo da morte. Esse sentimento de achar que, por maior que seja o número de experiências que se consiga acumular, existirão sempre alegrias outras, belas, que não teremos tempo de experimentar ..

Daqui nasce a luta contra o tempo, para tentar roubar-lhe mais chances e ocasiões do que aquelas que o destino gostaria de nos conceder. Daqui brotam as infinitas artimanhas para conseguir economizar tempo, aviões , telefones , escutar rádio enquanto dirige, falar ao celular enquanto dirige, secretaria eletrônica etc. (diminuindo talvez a “qualidade” das experiências em prol da quantidade).

Neste ponto, é o nosso cérebro que corre o risco de entrar em parafuso. Depois de ter desencadeado a corrida contra o tempo, não consegue manter o passo e tenta se “virar em dois".

Enquanto faz uma coisa já está pensando em outra

.”A vida é – dizia Oscar Wilde – o que acontece enquanto estamos pensando em outra coisa “.

Dentro de nós , o impulso à pressa se alterna com o impulso à calma

.Mas o ócio é uma arte que temos que aprender ..

Danusa Leão - que mulher!



DANUZA LEÃO (O ESTADO DE SÃO PAULO)

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente
bem cedo começa acreditar, ainda por cima, se achar culpada por ser
burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de
vitórias e felicidades.
Uma das mentiras: que nós, mulheres, podemos conciliar
perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e
amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos !!
Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu
filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite,
quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega,para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.
Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar
uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e
passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?
Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer
as mulheres e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuará tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.
Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que
faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo.
No começo, ela até
tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre
maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade.
Mas Ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se
percebe a guerra já está perdida.
Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os
charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas:tempo e dinheiro.
Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37
Radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista
tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação,
alongamento,comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas,
depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.
É muito interessante a imagem da mulher que depois do
expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente
branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que
está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour. Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus
banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco? para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só
minuto seja perdido.
Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa,
têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia
na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o
rendimento escolar está baixo.
E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm
um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem
viver (segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não sepode viver: ar, água e pão).
Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Filosofia Yogue



se fosse no Twitter eu ia postar: " estudando yoga..........agora vai "

"Um bom viajante não tem planos fixos e a sua intenção não é chegar"
Lao - Tzu
"O Grande Caminho não é difícil para aquele que não tem preferências." Sosan - um dos patriarcas do Zen - mestre andarilho do qual se sabe muito pouco -

Trocando em miúdos:

Sem expectativas você está LIVRE!!!!

Entendeu? ou quer que eu desenhe?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ai QUE DELÍCIAAAAA!












carnaval acabou...agora vem aí todos os chocolates do mundo na semaninha santa. ôBA.


Tou numa fase ÓTIMA!


Fazendo o que gosto, caminhando nesse calçadão maravilhoso todos os dias, finalmente curtindo os amigos, enfim.



Aliás, o calçadão é um capítulo à parte: você já tomou um café naquele quiosque lindinho em frente ao parque dona Lindu? Ou uma água de coco no quiosque da frente do Edifício Canavial?



Ah.. pequenos prazeres...que delícia...Levamos nosso cachorro lindão na caminhada, conversamos e ao final, morrendo de sede, aquela água de coco. Tou curtindo a rotina, voltar do trabalho sem pressa, passar na locadora bater um papo alugar um filme, depois padaria, mais conversa, pão quentinho. Tão bom! Gosto de aproveitar o bairro, valorizar a vizinhança, descobrir tudo que tem de bom bem pertinho! Acho que essa atitude confere qualidade de vida, "humaniza" a cidade. Meu bairro vira uma cidade de interior, onde eu conheço todo mundo e fico parando pra conversar.


Quem sabe eu tenha conseguido finalmente aprender a encarar de uma outra forma os problemas banais inerentes à vida?


Se isso for verdade significa que, mudando para melhor a maneira de pensar alcançamos a tão sonhada felicidade. Daí a importância da filosofia em nossas vidas!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Essa eterna culpa cristã


Então: fico pensando que herdamos esse sofrimento, essa história de sofrer de qualquer jeito, qualquer que seja o resultado da história entende?
aproveitamos para ser infeliz lamentando ...
PORQUE NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE SER FELIZ E PRONTO? PORQUE TEMOS SEMPRE QUE SOFRER?
QUE CULPA ETERNA É ESSA QUE PARECE UM PIANO NAS MINHAS COSTAS?
Caetano diz: "será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica?" (podres poderes)
Essa culpa eterna talvez seja mesmo fruto dessa podre e ridícula educação cristã que nossos pais nos deram, os meus pelo menos. Todos foram atingidos de uma maneira ou de outra.

Um país praticamente católico. A herança da colonização cristã. Os colégios de freira...as universidades católicas, as PUC's da vida. Em todos os lugares cristo lá sofrendo.

Dentro dessa educação tudo é pecado. Como você pode ser feliz se cristo está lá pregado naquela cruz a sangrar? e a culpa é sua! A CULPA É SUA! CRISTO ESTÁ LÁ PREQUETADO E A CULPA É SUA!! ELE ESTÁ PAGANDO IMAGINE, PAGANDO PELOS SEUS , NOSSOS PECADOS...

Mas eu nem pedi isso! Quero ter o direito de pecar e ser eu mesma a pagar por isso.
Desculpa lá mas, se cristo jesus é o cara, um espírito super elevado que resolveu passar por aqui dar exemplos etc, então refuto a imagem dele pendurado naquele pau a sangrar.

Acho até que ele nem tem nada a ver com essa jogada de marketing dos padres. Ele também nao quer que a gente carregue culpa por nada! Seu desejo deve ser apenas que sigamos seu exemplo sejamos bons e ajudemos as pessoas etc.

Como nos livrar do peso dessa culpa ridícula e SER FELIZ SIMPLESMENTE?

sábado, 16 de agosto de 2008

Como ser FELIZ - parte IX, o retorno






“Para mim, o próprio objetivo da vida é perseguir a felicidade. Isso está claro para mim. Todos querem ser felizes. O propósito de todos os seres vivos e de todas as religiões é buscar a felicidade”, Dalai Lama.


Ser feliz é a busca maior de todo ser humano. Seja por meio do amor, de um bom emprego ou de dinheiro. Cada pessoa tem a sua fórmula pré-determinada para a felicidade. Mas, na maioria das vezes, essa busca não tem fim e, apesar de conseguir tudo o que deseja, o ser humano não consegue ser feliz na plenitude.

Para o budismo, o sofrimento está ligado ao três venenos-raiz da mente: lobha (desejo, apego), dosa (aversão, ódio) e moha (ignorância, cegueira).

A psicóloga e escritora Bel Cesar, autora do livro “Mania de Sofrer” (Editora Gaia), disse que cada veneno está ligado ao outro. “Por ignorância, atribuímos ao mundo exterior uma qualidade de solidez, e assim, acreditamos poder possuí-lo. Isto nos leva a sentir desejo, pois passamos a crer que poderíamos desejar algo e obtê-lo sob nosso domínio. Quando percebemos que tudo não é permanente e que nada é possível de ser possuído, sentimos aversão”, explicou.

Buda acreditava que tudo na vida leva ao sofrimento. Em seu primeiro sermão depois da iluminação, ele apresentou as quatro nobres verdades: existe sofrimento; o sofrimento tem causas; o sofrimento tem um fim e existe um caminho para finalizar o sofrimento.

Monja Coen, missionária oficial da tradição Soto Shu – Zen Budismo, em São Paulo, disse que a dor vem da incoerência. “A separação da verdade traz sofrimento. É não aceitar a realidade e querer que a vida seja diferente”, disse.

Rosana Biondillo, professora de São Paulo, e autora do blog http://www.yogablog.zip.net/ afirmou que as pessoas sofrem por não se conformarem com a vida. “A não-aceitação da realidade da vida é que traz a dor. Se você não aceita, não consegue resolver as questões”, falou.

Como acabar com o sofrimento?

Sofrer significa a insatisfação com as experiências nas quais vivemos. Bel Cesar afirmou que o problema das pessoas é que elas buscam algo que não existe. “Quando compreendemos que nossas expectativas estão baseadas em carências insaciáveis, começamos a entender como entramos e saímos das tramas de nossos conflitos emocionais”, comentou. Se o desejo e o apego forem extintos, o sofrimento deixa de fazer parte da vida. Para se livrar das causas do sofrimento, é necessário um pouco de esforço. Na visão budista, para se alcançar a libertação do “eu”, deve-se andar no caminho do meio ou o nobre caminho óctuplo. Esse caminho óctuplo compreende oito verdades: compreensão correta, pensamento correto, fala correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta e concentração correta.

“É necessário manter uma inabalável determinação. O esforço para não desanimar tem que ser constante, pois costumamos desistir quando algo se mostra além de nossas possibilidades imediatas”, comentou Bel César.

Monja Coen atentou para a perseverança no caminho da libertação. “Não devemos desistir. Se cairmos sete vezes, levantamos oito. Insista”, disse a monja, que também falou que a felicidade não vem do nada. “É preciso ter a intenção de mudar para conseguir algum resultado. Não adianta querer ser feliz sem mudança”, completou.

No Yoga, o apego é uma das principais causas do sofrimento. Mas desapegar não significa largar tudo. “Você não deve ser uma pessoa largada, sem sentimentos, que não liga para nada. Desapegue, mas conscientemente. Apenas deixe de dar tanta importância a tudo”, comentou Rosana, que também afirmou que não existe pessoa sem desejos. “É muito difícil alguém não ter desejos. Reconheça o desejo e trabalhe com esse conceito. E preste atenção se você não está fazendo da sua vida esse desejo”, orientou.

Autoconhecimento.
Se você reconhece seus defeitos, erros e sentimentos, fica mais fácil trabalhar para o fim daquilo que causa dor. “Se você tem ódio de alguém, não negue. Reconheça esse sentimento e descubra a razão dele. Assim, você consegue perdoar a pessoa e deixa de sofrer, pois essa raiva só traz dor a você”, disse Rosana.Bel completou que a aceitação é imprescindível à felicidade. “A segurança interna surge à medida que nos posicionamos diante da dor. Não adianta fingir que não estamos sofrendo. Aceitar o impacto da dor ajuda a acessar a sabedoria intuitiva”, disse. Para se conhecer, a meditação é a melhor maneira. “Medite para trazer o autoconhecimento e a transcendência de si mesmo. Sinta o seu “eu”, entre no seu interior. Só assim você consegue mudar”, disse a missionária budista. Depois de reconhecer o que aflige, comece a praticar o desapego ao próprio sentimento. “No mesmo instante em que aceitamos a dor emocional, estamos prontos para renunciar por ela”, refletiu Bel. Não se cobre demais se as coisas deram erradas. Faça o que você pode naquele momento. Tentar ser perfeito o tempo todo gera frustrações que podem tirar o seu bom humor. “Descomplique a vida e tudo será mais fácil. Pense positivo. Veja a vida de uma maneira mais simples e aprecie as coisas comuns, como um dia bonito ou o sorriso de uma criança”, orientou Biondillo. E tente tirar o foco dos problemas para conseguir enxergar o lado bom da vida. “Temos a capacidade de ajustar o pensamento. Tente não estimular o negativo. Transforme as coisas ruins em coisas produtivas e não fique afirmando o que te faz sofrer”, orientou Coen.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Bonjour Paresse - ahhh o ócio......


Corinne Maier, psicanalista de 43 anos, nascida em Genebra, Suíça, mãe de dois filhos, lançou em maio de 2004 um livro despretensioso, Bonjour Paresse (Bom Dia, Preguiça, publicado no Brasil pela editora Campus, $29,90).

Autora de livros inspirados no psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981) - que é também o guru de Betty Milan, também psicanalista-escritora - formada em Relações Internacionais e Economia pelo Institut d'Études Politiques de Paris, Corinne trabalhou como pesquisadora na área de desenvolvimento da EDF (companhia de eletricidade da França). O sucesso de seu livro é atribuído a sua capacidade de tocar em tabus e fustigar uma ferida que muitos lutam para esconder:
  • Sentimento de vida desperdiçada
  • Sensação de ser manipulado no trabalho, de não ter voz ou de ser invisível.
  • Ideais abandonados, bons sentimentos desprezados como moeda falsa.
  • Adiar para amanhã o que temos REALMENTE vontade de fazer.
  • Renunciar sem ao menos ter tentado.
É ISSO QUE NOS MATA UM POUCO A CADA DIA.

A preguiça seria então um ato político num mundo sem esperança, onde a estupidez e a brutalidade levam a melhor.

Sendo assim, quem ama o seu trabalho tirou a sorte grande.
Por isso pessoas, tentem trabalhar naquilo que amam. Naquilo que desperta sua paixão de verdade. Se não sabe ainda o que é faça terapia.

E observe essa nova premissa: quanto mais cínico você for melhor se dará em sociedades em que as pessoas são utilizadas como objetos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Betty Milan: adooooooooro

Atenção redobrada com as traduções no mercado editorial de livros de bolso.
Isto posto, aprecio por demais livros sobre filosofia e recentemente adquiri alguns, dentre eles Saber Envelhecer, de Cícero da L&M Pocket, $ 10 reais, que ora recomendo.
Com os preços dos livros no Brasil, as edições de bolso, juntamente com os sebos, são a nossa grande saída, razão pela qual tento me especializar em ambos.
*
Qual não foi minha surpresa ao me deparar com a coluna da Betty.

www.veja.com.br/bettymilan





O que é envelhecer? julho de 2008



Admiro muito o seu trabalho. Numa de suas colunas, você diz ao leitor que ele corre o risco de envelhecer cedo e mal. Espero que você não tenha uma idéia preconcebida da velhice, que tem seus prós e seus contras, como qualquer fase da vida. O maior dos contras é uma saúde frágil. Estou sob a influência da minha última leitura, Saber Envelhecer, de Cícero (retratado no quadro acima), e concordo em boa parte com os argumentos dele a favor da velhice. Melhor envelhecer do que viver uma adolescência prolongada, pois sofrimento maior do que na adolescência não há.





É bom ser admirada por alguém que lê Cícero, a quem nós devemos a noção moderna de humanismo. Cícero considerava que, devendo ser um educador, o político devia receber uma formação universal. Com ele, humanitas, que significava "o amor do humano", passou a significar cultura.
Além de culto, o político para Cícero só devia querer o otium, que significa repouso, ausência de guerras e de lutas. Devia ainda recusar o poder excessivo e viver no respeito dos direitos de todos. São maneiras de ser e de se comportar que requerem a sabedoria, rara na juventude e mais comum na idade avançada. Normal que o filósofo fosse favorável à velhice.
Sou favorável aos mesmos valores, mas não a esta ou aquela idade. Há tantas maneiras de ser adolescente ou de envelhecer! E, a bem da verdade, não sei o que envelhecer é. No primeiro sentido do dicionário, significa se tornar velho, e isso não me leva a nada. No segundo sentido, é tomar aspecto de velho. Olho a foto de Lacan que está na parede e vejo os cabelos brancos. Pelos cabelos, o aspecto é de um homem idoso, mas pela intensidade do olhar, a juventude é inegável.
Ficou bem até quase o fim. Como Picasso. Duas vezes por mês, apresentava-se no seu seminário com idéias novas, e, para isso, muito se empenhava. Foi grande por nunca ter parado de inovar e transmitir o seu saber, enveredando por caminhos novos, vencendo continuamente a repetição. O que importa é isso.
Fica idoso e bem quem se dá ao outro e aceita o tempo que passa, porque se transforma com ele. Um dos melhores exemplos é Joãozinho Trinta. Por reinventar todo ano o desfile, ele foi durante décadas um dos nossos maiores carnavalescos. Depois, quando ficou doente, voltou à Marquês de Sapucaí numa cadeira de rodas, introduzindo no desfile a ala dos paraplégicos e ensinando assim, através da cultura do brincar, a solidariedade humana. Não se deixou vencer pela doença e compareceu para dizer com a sua surpreendente presença: "Eu continuo com vocês".
Cícero, que teria encontrado no Brasil raros políticos dignos do humanismo por ele preconizado, teria gostado de conhecer o carnavalesco, um dos maiores humanistas de quem já se ouviu falar.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Hermógenes: "Somos Deuses"


Quando eu estava grávida do meu segundo filho, Raul me enviou de Natal, via sedex, um livro:

Auto Perfeição com Hatha Yoga.

Um mês depois outro livro: Yoga Para Nervosos.

Ambos do professor Hermógenes.

Ambos são meus livros de cabeceira. Já os li várias vezes.

Neles as âsanas (posturas) são importantes, mas em primeiro plano está toda uma filosofia de vida incluindo alimentação, técnicas de respiração, relaxamento e meditação entre outras práticas que fazem parte da vida do yoguin e de todo aspirante a um grande viver.

Entre os objetivos está aprender a trocar:

ansiedade por contentamento

fadiga por energia

medo por serenidade

egoísmo por solidariedade

ignorância por sabedoria.

*

Com a palavra o professor Hermógenes:

"Se você sofre, meus parabéns!"

Ele considera o sofrimento uma dádiva, desafio a ser vencido na busca do aprimoramento pessoal, um impulso para a superação.

"A principal missão do homem em sua vida é dar a luz a si mesmo, é tornar-se aquilo que ele é potencialmente manifestando o seu íntimo divino."

*

...e então, através de suas sábias palavras aprendemos Seva ( a arte de ter a alegria de dar alegria) Santosha (contentamento) Sankalpayama (controle da imaginação) Sakshi (testemunha silente) Vichara (conhecimento real de si) Viveka (luz da sabedoria) ...enfim

Sua vida jamais será a mesma após a leitura de um dos livros de Hermógenes.


domingo, 22 de junho de 2008

A ANSIEDADE E O MEDO IMAGINÁRIO


Bicho-papão existe?
Lógico que não, mas tem muita gente que morria de medo dele quando era criança. Infelizmente, muitas pessoas não avançam na vida por causa da ansiedade e dos medos imaginários. Resumindo: deixam de viver com medo do bicho-papão que pega gente grande.
MEDO - "São as vozes na sua cabeça, dizendo para você que as coisas não vão dar certo"
A ansiedade faz com que a pessoa perca o foco e comece a andar descontroladamente em círculos, sem chegar a lugar algum.

O MEDO paraliza. Mas de onde vem esse medo?
Muitos familiares e professores vivem repetindo para a criança que as coisas são difíceis e, indiretamente, que ela não vai conseguir realizar seus desejos. Quando essa criança cresce e se torna um adulto, essas mensagens vão para seu inconsciente e continuam a pressioná-la. A pessoa não tem consciência dessas vozes, mas elas ficam criando fantasmas no caminho de seus projetos.
Esse jacaré que você pode estar vendo nada mais é que um pedaço de tronco ligeiramente apodrecido pelo contato prolongado com a água. O medo imaginário é apenas um tronco parecido com um jacaré. Por isso mesmo, você não deve dar-lhe o poder de fazê-lo desistir de seus sonhos. Quando os jacarés aparecerem em seu caminho, resista à tentação de desistir da sua travessia. Olhe bem para eles e verá que são troncos velhos e inofensivos, incapazes de fazer estrago em sua vida.
E a ansiedade?
Uma agitação provocada pelo medo, que faz a pessoa agir impulsivamente, sem organização e disciplina. Uma pessoa ansiosa costuma lidar com as coisas de maneira precipitada, movimentando-se freneticamente quando deveria manter a calma.
Os filmes de faroeste de antigamente com freqüência tinham um episódio no qual um dos personagens, mocinho ou bandido, entrava em um trecho de areia movediça. O bandido se debatia desesperadamente e acabava morrendo. O mocinho, quando era jogado na areia movediça, parava uns minutos para pensar, encontrava uma solução objetiva e escapava.Ao cair na areia movediça, o pior erro da vítima é o desespero. Quanto mais ela se debater, mais seu corpo afundará. O segredo é controlar a ansiedade e se movimentar o mínimo possível, até que encontre a saída.Se um trecho de areia movediça aparecer durante sua travessia do mangue, lembre-se de manter a calma e contar até dez. Tenha claro o seu objetivo e mantenha a sua estratégia, que os resultados virão no momento certo. Nos momentos de pressão, precisamos manter a calma e a determinação.
O medo e a ansiedade são os grandes inimigos da transformação. Causam estagnação ou desvios perigosos e, de uma forma ou de outra, impedem o fluxo natural da vida, afastando você da sua capacidade de crescimento pessoal.
*
porRoberto Shyniashiki - psiquiatra

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Parou Tudo ou Como dar uma guinada depois dos 40

Achei essa foto um barato. Queria uma gravura que transmitisse o âmago do post. Caramba, adorei essa hehehe....

**********

Quando eu fiz o vestibular pela primeira vez tinha 17 anos. Poucas pessoas podem tomar uma decisão dessas com essa idade. O que você vai ser quando crescer? Eu passei muito tempo sem saber responder à essa pergunta.
Me graduei e nunca trabalhei na área da minha primeira graduação.

Quando dei por mim estava trabalhando numa multinacional e ganhando bem mais que meus colegas de faculdade. Foram 18 anos. Os 7 primeiros foram ótimos e desafiadores. Eu realmente gostava daquilo que fazia. Num lance de audácia fui promovida mudei de área e...me dei mal: passei a detestar tudo. Acomodada, com medo de mudar, permaneci mais penosos 8 anos!
Foi quando tomei a decisao. Aquilo não dava mais pra mim. Sem estímulo algum, decepcionada com meu trabalho, sabia que ia acabar sendo demitida. Mas, quantas contas para pagar! Como dar uma guinada aos 40 anos?
Quantas pessoas a me desencorajar, mesmo quando eu dizia me sentir tão infeliz...

Queria mudar. Precisava mudar. Estava adoencendo. Tive labirintite com 35 anos, e depois? mais uma infinidade de "ites". Até que tomei coragem. Outro vestibular com 38 anos. Dessa vez era o que eu queria. Que delícia. Amava cada aula, curtia estudar. Pós graduação. Estava quase tudo pronto para a mudança. Doce ilusão...
Mudar era muito mais complicado do que pensei. Minha nossa!

Como dizia o inventor Thomas Edison, mudanças e boas oportunidades vêm vestidas com macacão de operário. Fazer mudança dá trabalho. Olhar nossas dificuldades de frente, assumí-las, planejar ações para ultrapassá-las e agir com determinação. Ufa..
Dá uma preguiça... a força da inércia. Sair da zona de conforto. Mesmo que seja um conforto sufocante, que a gente sinta que está jogando a vida fora, resistimos em mudar. Quanto tempo fiquei ali, enrolando, adiando, fazendo de conta que a situação não existia, me distraindo com “coisas mais importantes”.
O budismo diz que o apego é a principal causa do nosso sofrimento. E é.
O apego é uma cola. E, quanto mais cola, mais dói para sair.
O outro motivo é resistência ao desconhecido. Medo. Essa é a palavra. Medo de perder o controle da situação. Se eu mudar e ficar pior? Mas e se eu não mudar e "for mudada"? Não seria pior?
Durante a fase mais, digamos assim, aguda da minha guinada pessoal, tive que dar tratos à bola. Pensar e repensar questões difíceis que me tiravam o sono: qual o meu objetivo na vida? minha razão de existir? O que foi mesmo que eu vim fazer neste mundo? O que exatamente quero mudar na minha vida? E o quê preciso modificar em mim mesma para conseguir isso?

E a questão principal: O que me faz realmente feliz? Decididamente não é a ambição de ser rica nem muito menos a área de vendas de empresa alguma.
Ó céus, ó vida, ó dor! Ó dúvida cruel....Não quero mudar para permanecer na mesma, trocar 6 por meia dúzia, como aquelas pessoas que trocam de carro, de casa, de cidade só para não trocar as bases do relacionamento com o cônjuge, recusando-se a admitir que o relacionamento é que é o verdadeiro problema.
Por isso que o foco é importante. Senão a gente fica naquela dos desejos generalizantes tipo véspera de ano novo. "Eu gostaria de emagrecer" é bem diferente de "Eu quero emagrecer 4 quilos até março, 2 quilos por mês, já me matriculei na academia e comecei o regime".
Aprendi em terapia que a nossa vida é como uma cadeira onde cada perna significa: vida pessoal(social, familiar), vida profissional, vida cultural e vida espiritual. Se uma das pernas estiver quebrada até que a cadeira ainda continua em pé. Mas com duas....Para mudar precisamos desse equilíbrio. Pode haver uma ênfase maior numa das áreas, mas o ideal é que seja só um pouco maior e não muito maior. E o equilíbrio é dinâmico, está sempre em mutação. É bom refletir sempre sobre ele.

É preciso saber reconhecer a importância de nossas necessidades espirituais e emocionais antes de traçar planos materiais concretos.
Mas como reunir forças para mudar quando estamos conscientes de que nossa decisão implicará em renúncia, esforço e sacrifício?
Isso porque nem sempre as mudanças que vão nos fazer mais felizes serão as que vão receber aplausos da sociedade ou da família.
Algumas pessoas não compreendiam os meus motivos, chamavam-me de louca: "Quantas pessoas gostariam de estar no seu lugar e ter o emprego que você está "jogando fora". A continuar na mesma e eu é que seria "jogada fora" pois estava no lugar errado. A razão morava dentro de mim e isso me deu forças. Não conseguia mais trabalhar. Eu que sempre pensei primeiro nos filhos, na casa, desta vez coloquei-me em primeiro lugar junto com minha saúde mental. E me considerava pronta para arcar com as consequências.
Claro que existe um dilema interno. Temos muitas vozes dentro de nós: uma parte vai querer cumprir as determinações, enquanto outras preferem dormir mais um pouquinho, comer um brigadeiro de sobremesa, adiar o pagamento de uma conta para se presentear com alguma bobagem considerada essencial. Conscientes dessa "luta" fica um pouco mais fácil resistir aos impulsos que surgem a todo momento.
Hoje estou feliz com o rumo dos acontecimentos, na reta final, quase na linha de chegada. A idade é apenas um número e logo após o mestrado virá o doutorado. Decidi nunca mais parar de estudar. Ler é a minha praia. A docência, a minha esteira (ainda se usa esteira na praia? ok toalha, canga, chaise long, como queira). O caminho foi duro, é duro, cheio de percalços, só que isso é assim pra todo mundo e nos momentos mais difíceis pude contar com a ajuda dos verdadeiros amigos. Tenho muitos. Como é bom tê-los.
E olhe que eu nem sabia, mas hoje já existem, imagine, livros, consultores e até cursos para ajudar as pessoas a empreender a grande guinada!

sábado, 8 de março de 2008

Onde você quer chegar?


Alice perguntou ao coelho:
_ Qual estrada devo seguir?
_ Depende de onde você quer chegar!
E como Alice não soubesse, disse-lhe o coelho :
_ Então qualquer estrada servirá.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Meia Idade Inteira

AMO os Stones desde adolescente.

Apesar das notícias sobre drogas que sempre envolveu a banda, acho que estão envelhecendo bem, são sessentões(65 Mick) de forma digna. Sem aquela cara plastificada etc...

No máximo uma tintinha no cabelo.

Essa foto massa vai ilustrar este post. O espírito jovem dos coroas.
Tenho um amigo que diz: " Graças à Deus, tou velho! Ai como é bom ser velho!" e ele adora, sinceramente. Diz que as outras idades todas são um "saco": "Quando a gente é criança é o pior, não pode isso, não pode aquilo, não escolhe nem a roupa que veste nem os lugares que vai, liberdade zero. Na adolescência piora a situação do sujeito. Mil dúvidas e espinhas num corpo desengonçado em transformaçao. Até aqui dinheiro e liberdade que é bom nada.

Dos vinte aos trinta não sabemos dizer não. NÃO. A ausência deste vocábulo fundamental faz com que, o indivíduo nessa idade, aceite um cem número de programas de índio, sem futuro. E o cara ainda tem que decidir como irá ganhar a vida. Dos trinta aos quarenta, o estresse é total. A pessoa não só já está dando um duro miserável, como já arrumou um cônjuge, filhos, prestações as mais variadas possíveis e passa a viver sobre o eterno terrorismo de que o dinheiro nunca vai dar. É a partir dos quarenta que a coisa passa a melhorar sensivelmente. São os primórdios da idade do "foda-se" e do "tô a fim não". Eu tou na idade do foda-se e já tou amando. Fico imaginando o que virá aos cinquenta, sessenta, tá sempre melhorando. Uma beleza."


Bem, eu assim como esse amigo, também estou na idade do fuck you, mas ainda preciso ler mais um pouquinho pra realmente ficar convencidinha de que envelhecer é esse barato total.
Lanço mão de Lya Luft:


"O fluxo de dias e anos, décadas, serve para crescer e acumular, não só perder e limitar. Dessa perspectiva nos tornaremos senhores, não servos. Pessoas, não pequenos animais atordoados que correm sem saber ao certo por quê."


E nas cartas à redação da revista Veja encontro este lúcido comentário de Jacyra Vargas do RS acerca do tema, fabuloso:


"Podemos ser muito felizes com 70 anos ou mais. Para isso, porém, é necessário preencher 3 indispensáveis requisitos: gozar de boa saúde, ter independência financeira e dispor de liberdade e autonomia até para morar sozinho em caso de viuvez. Se também estivermos abertos ao conhecimento e não cultivarmos medos nem arrependimentos inúteis, a vida poderá ser muito boa, incluindo a aceitação da morte como consequência de uma vida bem vivida."


Ary Fontoura: " Quem tem medo de envelhecer colocou as amarguras em primeiro plano ou fantasiou demais a vida."

*

Agora é a minha vez de falar: - a grande vantagem de amadurecer é o ganho em termos de sabedoria e segurança diante dos percalços da vida. Dia desses a TAM nos deixou na mão em Salvador. Pessoas se estressaram, se descompensaram, deram escândalo. Eu que tinha um compromisso de hora marcada em Recife (pegar o ônibus pra Natal com meu filho) nem me abalei. Parecia que eu fazia yoga há anos. Optei por observar. Já acomodada em outro vôo, sobrevoando as propriedades rurais da zona da mata, o verde próspero, as casas, vilarejos (talvez escolas, mercearias, pracinhas). Pensei "quanto mais simples organizamos nossa vida mais próximos estamos da felicidade". Quanto menos dependermos da sociedade de consumo que manipula e escraviza a nossa vontade através da mídia voraz (quatro estações, 4 guarda roupas no Brasil?????) mais próximos estaremos da saúde mental.
Uma vez li em algum lugar que, quanto mais próximo o homem estiver da natureza, maiores as possibilidades do viver feliz que tanto almejamos. Aprendemos com a simplicidade da natureza. Pelo menos moro na frente do mar(...mas nem aproveito. Quase nunca ando de pés descalços na areia ou dou uns mergulhos revigorantes....Olhar da janela de nada adianta. Fica aqui mais uma promessa de mudança.)
Pena que quando a gente tem 18 anos não pensa nada disso.
Pena não! Afinal o que seria da humanidade sem a ansiedade da adolescência ou o inconformismo da juventude, motores que movem evoluindo o mundo? Mas para onde? Para onde eu não sei.
Eu só quero um lugar na janela....

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

UMA LENDA? Ou li em algum lugar??



Tela do pintor pernambucano mestre Rubem Sacramento

Que diferença faz?

Um dia um filósofo viajou milhas e milhas para conhecer um escritor muito famoso.
Quando, enfim chegou, ficou espantado com a pobreza franciscana dos móveis, etc.
Não se conteve. Perguntou: Porque, sendo você um escritor tão famoso, vive dessa forma tão simples? Ao que o escritor respondeu com outra pergunta à queima roupa:
- Porque você viajou só com essa mochila e poucas peças de roupa?
- É que a minha passagem por aqui é muito rápida. Mas responda a minha pergunta?
- É que a minha passagem por aqui é muito rápida.

"Estamos na terra como em um entreposto, só por um momentinho." São João Maria Vianney.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A dor é minha, a dor, não é de mais ninguém....

QUANDO EU TOU SOFRENDO DE ME ACABAR ME RASGANDO, É ELE QUE EU LEIO, É AQUI, NA TERRINHA QUE EU ENCONTRO ALENTO E CARINHO



Sempre leio Eduardo Valença, é um dos meus filósofos preferidos, lembrando que, desde Aristóteles e Platão os filósofos nunca se livram da incumbência de repetir o óbvio:
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"Um relacionamento só pode dar certo se os envolvidos aceitam-se como são.
Se, por ventura, insatisfeita, uma das partes, anseia por um desejo de mudança, isto só pode ser mencionado uma única vez. A repetência, nesse caso, gera um nefasto resultado: a resistência." Don Eduardo Valença - São Bento d'Una.
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Agora com sua licença vou chorar

Verdade Chinesa
Gilson - Carlos Colla

Era só isso que eu queria da vida:
Uma cerveja, uma ilusão atrevida
Que me dissesse uma verdade chinesa,
Uma intenção de um beijo doce na boca.
A tarde caiu e te levanta a magia,
Quem sabe a gente vai se ver outro dia,
Quem sabe o sonho vai ficar na conversa,
Quem sabe até a vida pague essa promessa.
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Muita coisa a gente faz
Seguindo o caminho que o mundo traçou,
Seguindo a cartilha que alguém ensinou,
Seguindo a receita da vida normal.
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Mas o que é a vida afinal?
Será que é fazer o que o Mestre mandou
E comer o pao que o diabo amassou
Perdendo da vida o que tem de melhor . . .
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Senta, se acomoda a vontade,
Tá em casa, toma um copo,
Dá um tempo e a tristeza vai passar. . .
Deixa pra amanhã,Tem muito tempo,
O que vale é o sentimento
E o amor que a gente tem no coração . . .

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Deus existe?

Quando eu tinha 28 anos, li Toten e Tabu de Freud, onde ele comprova a inexistência de Deus. Eu que era devota de São Judas Tadeu, tornei-me atéia por uns tempos. Depois voltei a procurar a minha "igreja" sem, no entanto, nunca encontrá-la. Todas me pareciam um comércio como outro qualquer.

Hoje venho me identificando com o agnosticismo, que me parece uma doutrina filosófica mais razoável. Exatamente ela se torna plausível, na medida em que afirma a impossibilidade, veja bem, ela percebe como impossível a compreensão de questões como Deus, a origem e destino dos seres, a origem e destino do universo, porque essas questões, elas não têm a possibilidade de comprovação científica.

Eis o motivo pelo qual Albert Einstein foi sempre tão questionado sobre ciência e Religião. Há frases falsamente atríbuídas à ele como uma espécie de prova, tipo "se Albert Einstein diz que Deus existe então"....e assim o pobre gênio era admoestado exatamente com esse tipo de questão. Qualquer entrevista boba e lá estava a pergunta "Você acredita em Deus?".

Pois não é que Einstein, pelo menos neste quesito, (já que sempre fui péssima em física) teve uma trajetória mística igual à minha! Por vezes tinha certeza e afirmava a inexistência de Deus, para mais adiante, em outra fase ou em outra entrevista (ou para uma outra platéia, quem sabe) afirmar que sem deus nada aconteceria!

Ora, se até Santo Agostinho e Madre Tereza de Calcutá tinham dúvidas sobre a existência de Deus, porque não eu e meu amigo Einstein?

Dizia o gênio:

"O comportamento ético do homem deve ser baseado na simpatia, educação, laços sociais e necessidades; nenhuma base religiosa se faz necessária. O homem estaria com efeito, a viver uma existência desgraçada se estivesse sendo restringido, por medo de punição e ou esperança de recompensa depois da morte." [Albert Einstein, "Religion and Science", New York Times Magazine, 9 November 1930]
"A ciência só pode verdadeiramente ser criada por aqueles que estão imbuídos da aspiração direcionada para a verdade e entendimento. A fonte desse sentimento, no entanto, surge da esfera da religião... A situação pode ser expressa por uma imagem: Ciencia sem religião é patético, religião sem ciência é cegueira." [Science, Philosophy and Religion: a Symposium, 1941.]

"Não posso imaginar um Deus que recompensa e pune os objetos de sua criação, cujos intuitos são modelados para nosso próprio benefício....Um Deus, em suma, que nada mais é do que o reflexo da fragilidade humana. Também não posso acreditar que um individuo possa sobreviver à morte de seu corpo, embora almas tolas aportem tais pensamento por conta do medo ou egoísmo ridículo. [Albert Einstein, obituary in New York Times, 19 April 1955]
"Estou satisfeito com os mistérios da eternidade da vida e com a consciência da brevidade da maravilhosa estrutura do mundo existencial, juntamente com o devotado esforço para compreender um pouco dele, seja ela tão pequena, a razão que a manifeste na natureza."

Para Sigmund Freud deus era uma criação da humanidade. Desde as mais primitivas tribos, o homem inventa seus totens com medo do desconhecido: chuva, trovão e morte. Com a evolução, o ser humano foi apefeiçoando seus deuses, (antes zoomórficos, depois antropomórficos) sem os quais não conseguiria explicar nada, além de precisar de mais proteção, boas colheitas e por aí vai. É meio chocante pra você que, como eu, foi educado em colégio de padre ou freira, mas faz muito sentido. E ainda tem essa culpa judaico-cristã pesando em nossos ombros, já que tudo é pecado e Jesus morreu na cruz para nos salvar desses nossos pecados... Difícil ser feliz quando alegria é pecado, amor é pecado, sexo é pecado, dormir até meio dia é pecado.... Separar do marido é pecado. Frei Damião diria que eu vou pro inferno de cabeça pra baixo!

fonte para as frases de Einstein: http://www.if.ufrgs.br/einstein/frases.html


Quem assistiu Stigmata? (Rupert Wainwright). Muito legal esse filme e dele guardei pra sempre uma frase. A história é a de uns manuscritos que colocavam em risco a existência da Igreja. Eram ensinamentos de Jesus onde dizia: que o verdadeiro templo de Deus não é feito de pedras e nem madeira...o verdadeiro templo de Deus está dentro de cada pessoa. Com essa afirmação, Jesus queria dizer que não há necessidade da existência de um templo ou Igreja (que no caso da católica construiu mundo afora verdadeiros castelos de luxo e riqueza)....se quiser procurar Deus, basta que você olhe para dentro de si. Estas palavras são perigosas, tanto para a Igreja Católica como para a igreja Evangélica.

Bem, quem sabe qualquer dia desses "eu seja tocada", encontre a minha igreja, o meu Deus com D maiúsculo, chego aqui contando pra vocês? O homem é dono do sim e do não. Eu posso dizer sim hoje àquilo que eu disse não ontem e vice-versa. Beijos em todos os meus 4 leitores.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Gosto do pensamento da Betty Milan, suas opiniões, uma escritora psicanalista que formou-se em Medicina pela FMUSP e em Psicanálise na França com Jacques Lacan.
Autora de ensaios, romances, crônicas e peças de teatro, tem um blog na veja on line(www.vejaonline.abril.com.br), espécie moderna de consultório sentimental, e sua lucidez pra dar conselhos é o máximo:

"Nós freqüentemente sofremos por não querer saber o que acontece e o não querer saber é inclusive um conceito psicanalítico.
Você pode tentar se analisar sozinho, lendo um livro, ou buscando a ajuda de um terapeuta. O importante é enveredar pelo caminho que traz luz, o caminho de quem deseja saber. De quem não quer persistir na paixão da ignorância, a mais negativa das paixões humanas.
"A pior paixão é a da ignorância. Diz respeito ao modo como lidamos com o nosso inconsciente, ao quão atentos ou ao quão surdos somos para ele. Quão recalcadas as suas manifestações ou quão bem acolhidas. "

"O amor só escraviza quem precisa ser escravo."

"Amar faz bem. Quem ama bebe na fonte da juventude...O amor é uma aposta na liberdade - te amar exatamente como você é."

Ela também ensina você a SER QUEM VOCÊ QUISER, a nâo falar de tristezas, a nao dar existencias a elas atraves de palavras, a ser leve. Diz que o amor é uma consequência do humor e que o amor implica a delicadeza. Isso não é lindo? e não é óbvio? Devemos repetir o óbvio, para que ele não passe despercebido.

E a amizade?

"um amigo nao exige do outro que ele esteja disponivel. Quer o outro no seu caminho. o amigo é desprendido. "


Bem, te isso e muito mais no seu Blog e no seu site :
http://www2.uol.com.br/bettymilan/

sábado, 24 de novembro de 2007

Antigos problemas desta nem tão nova ordem social....


Acho que foi a partir dos 12 ou 13 anos que minha filha passou a "sofrer". Quantas vezes encontrei minha filha sofrendo horrores porque queria uma nova calça jeans. Ela movia mundos e fundos, só pensava naquilo, só tinha aquele assunto, até conseguir. Na hora da aquisição era uma felicidade tamanha. E inconsistente. Alguns minutos e o sofrimento voltava, desta vez na forma de uma bolsa da moda. Essa insatisfação eterna que à mim me parecia patológica, nos fazia sofrer, à ambas, mesmo que por motivos diversos. E despertou em mim a fúria, ou a determinação de caminhar em sentido oposto. Argumentar dando o exemplo é o poder. Passei a agir em sentido contrário. As propagandas de televisão ou revista quase não tinham poder sobre a minha pessoa.

A globalização (pense numa palavra batida) é na verdade uma globocolonização, na medida em que, uma determinada cultura e uma determinada concepção de vida, são impostas ao mundo e não várias concepções e culturas.

Você vai na china, entra numa loja de cd's e dá de cara com um poster do Michael Jackson. Tudo bem. Nada contra os chineses gostarem de Michael Jackson mas gostaria que nas lojas de Nova Iorque houvessem posters de um chinês....

Em Manaus, vi moças que faziam "cooper"(vixe ainda se usa essa palavra? claro que não né?) corriam na orla do Rio Negro com meias de lã (polainas) até o joelho (calor de 40 graus) porque havia uma novela da rede globo idem.

Podemos questionar se o fato de adolescentes e jovens terem essa necessidade de "pertencer" à um grupo, ou de não se sentir feio ou diferente, seria uma atenuante. Ok. Sim Seria. Pode ser da idade, pode ser uma fase. Pode passar. Mas pode ficar pior.

Essa sensação de eterna insatisfação que acompanha a maioria das pessoas de nossa era, adolescentes, jovens, adultos e corôas, advém do fato de que, nosso projeto de sociedade está hoje ancorado em bens finitos.

Essa é a nossa frustração: os bens finitos são finitos, mas o desejo é infinito.

Quando centrado em bens finitos o desejo não encontra satisfação.

Os bens da dignidade, ética, liberdade, paz, amor são infinitos mas não têm valor de mercado, não podem ser comprados. Não geram lucros exorbitantes, nem enriquecem magnatas.

Todo o projeto neoliberal do capitalismo é baseado no ter e não no ser. (projeto este que, provado está, não se sustenta, devido ao colossal abismo social que vai criando. Sua injustíssima e indecente distribuição de renda: pequenas ilhas de prosperidade cercada de fome e miséria por todos os lados).

Corremos o risco de perda de sentido e entramos num vazio.

A vaca está feliz em sua plenitude bovina e o cachorro na sua plenitude canina precisa apenas de comidinha e carinho para ser feliz.

Somos o único animal que não pode deixar de sonhar. O sonho completa o que de incompleto existe em nós.