sábado, 2 de agosto de 2014
Com pedaços de mim estou tentando montar uma pessoa
Minha média de 2 livros por semana não conseguiu se manter mas li pelo menos 30 livros que vou tentar aqui relacionar e dar uma nota de 0 a 10 com um pingo de conta gotas de comentário:
Gabriel Garcia Marques
O baile da ilha fiscal
Marcel Proust
Bukowski
Tolstoi
Saramago Memorial do Convento
Calvino no original
Pinocchio no original
sábado, 19 de janeiro de 2013
Luiz Felipe Pondé -
É professor de Teologia Histórica na PUC.
Ainda se considera um ateu mas hoje com algumas vibrações.....
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
De Simone de Beauvoir para Nelson Algreen
Queria estar segura, não dizer palavras fáceis e vazias. Agora me parece que desde o início era o amor. Em todo caso, agora eu digo: é amor e meu coração sofre.
Estou feliz por estar tão infeliz, porque sei que você também está, e como é doce compartilhar essa tristeza. Com você o prazer foi amor, agora a dor também é amor, e será preciso que nos confrontemos com todas as faces do amor.""
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
As sem-razões do amor
As sem-razões do amor
Carlos Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
domingo, 18 de abril de 2010
O QUE ANDO LENDO?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
As Palavras Andantes - Eduardo Galeano

domingo, 10 de janeiro de 2010
Quando a literatura me traduz
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Oh Brave new world !

domingo, 1 de novembro de 2009
Tou ficando psíquica! Ontem assisti à 3 filmes. Sim, no mesmo dia.

E, para não perder a prática acabo de ler 3 Saramagos em um mês: A Jangada de Pedra - onde a Península Ibérica se desprende do continente europeu e fica vagando pelos mares - O Evangelho segundo Jesus Cristo - onde Jesus aparece normal com defeitos e paixões - e O Homem Duplicado(esse além de ficção é suspense do bom) - onde o protagonista fica estarrecido ao assistir à um filme e constatar que um dos figurantes é idêntico à ele. Não gêmeo, mas a mesma pessoa - todos resultantes de meu apurado na "Bienal do Livro". Todos da Cia das Letras. Eu sou suspeita para falar de Saramago, é um dos meus ficcionistas preferidos, gosto imenso de lê-lo. Detalhe: os livros são em português de Portugal. O Nobel não permite tradução.
Diretamente da Fliporto li de Cássio Cavalcante a biografia Nara Leão - A Musa dos Trópicos (Companhia Editora de Pernambuco, 688 págs., R$ 50). Lançada por ocasião do aniversário de 20 anos da morte da cantora. Você devora o livro que nem sente o tempo passar. E quando acaba dá uma saudade........Rio de Janeiro nos anos 60 e toda aquela turma no apartamento de Nara ainda adolescente....pra quem gosta de Bossa Nova é leitura obrigatória.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
ROUBAVA LIVROS
TOU NO INÍCIO
MAS ACHO QUE VOU GOSTAR.
A PRINCÍPIO TOMEI UM SUSTO
PORQUE A NARRADORA É A MORTE.
LIDO PESSIMAMENTE COM ISSO.
QUASE DESISTO DE LER.
FOI UM CHOQUE.
DEPOIS PENSEI MELHOR
SERIA UMA OPORTUNIDADE
DE ME APROXIMAR DA MORTE
E ASSIM, QUEM SABE
FICANDO MAIS ÍNTIMA
PASSE A COMPREENDÊ-LA MELHOR
E ATÉ QUEM SABE GOSTAR DELA!
DEPOIS EU CONTO COMO FOI
NADA É POR ACASO.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Manoel de Barros - Auto-retrato
Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.
Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,
aves, pessoas humildes, árvores e rios.
Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar
entre pedras e lagartos.
Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto
meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou
abençoado a garças.
Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo.
Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.
Os bois me recriam.
Agora eu sou tão ocaso!
Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis.
No meu morrer tem uma dor de árvore.
Manoel de Barros (1916) se firma cada vez mais como um de nossos maiores e melhores poetas, uma constante redescoberta das palavras:
Maior que o infinito é o incolor.
Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.
O meu vazio é cheio de inerências.
Sou muito comum com pedras....
Manoel de Barros - Livro Sobre Nada - Reencontro com a POESIA
Mas confessso que tá faltando poesia . Livro Sobre Nada. Arrocha o nó:
*
*
*
Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
A inércia é o meu ato principal.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Por pudor sou impuro.
Não preciso do fim para chegar.
De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
Do lugar onde estou já fui embora.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Reformando a casa mil vezes - Ulisses Tavares
É tão certo como campainha tocando na hora do banho.
Bastou eu ter um problema pessoal começo a ter mil idéias para reformar a minha casa.
Levei um pé na bunda, fiquei com dor de cotovelo? Lá vou eu elaborando a planta de uma nova cozinha, chamando os pedreiros e quebrando tudo.
Projeto longamente acalentado não deu certo? Fácil. Só preciso planejar um novo puxadinho, uma nova laje, expandir a sala.
O livro novo que lancei não vendeu nem estourou como imaginava?
Nada que uma mexida cheia de cimento, ferro e tijolos não resolva.
Como tenho uma vida imensa de frustrações e construções, perdi a conta de quantas casas já construí e quantas reformas já fiz em todas.
Cada louco com sua mania. E um louco criativo tem mais manias que a média, claro.
Isso me ocupa, me preenche temporariamente e me nutre da tola certeza de estar resolvendo minha vida de maneira, literalmente, concreta.
Claro que nunca deu certo. Só consegui foi fugir de mim mesmo.
Mas é uma solução existencial tapa-buraco emocional.
Não faz muito gastei dois anos construindo uma casa no meio do mato. A imaginei, no final, cheia de gente, amigos, amor, quentinha. Nada disso. Acabei com um trambolho em que até eu mesmo tinha dificuldade de chegar, por ser tão longe. No começo, olhava a porteira e pensava: que bom estar aqui sem ninguém. No final, a porteira nunca aberta sinalizava que eu me isolara a toa. Justo eu, que gosto tanto, e preciso, estar rodeado de gente.
Demorei para aprender que minha Casa sou eu mesmo, meu corpo, minha alma, meus anseios e desejos. Varanda nova do mundo.
Agora, quero construir e reformar meu Eu.
Mas daí a coisa emperra. São tantas mudanças que nem sei por onde começar a planta básica.
Difícil ser arquiteto e construtor de si mesmo.
Ulisses Tavares é uma casa assombrada por fantasmas, passados e futuros. Para se defender, reforma o que pode, sem alicerce que aguente. Coisas de poeta.
Caros Amigos - janeiro de 2009
www.ulissestavares.com.br
segunda-feira, 16 de março de 2009
O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA - QUE FILME
Gabriel Garcia Marquez pensou durante 3 anos antes de liberar a obra.
MAS A ATUAÇÃO COMO SEMPRE IMPECÁVEL - MESMO EM INGLÊS - DA FERNANDA MONTENEGRO, A TRILHA SONORA CAPRICHADA (SHAKIRA!), A COLÔMBIA NO SÉCULO XIX, FOTOGRAFIA E FIGURINO, ENFIM. E A HISTÓRIA DE AMOR? EU GOSTEI. DEMAIS.
terça-feira, 3 de março de 2009
Travessuras da menina má - é saudade o que sinto
Saudade da menina má. Saudade do coisinha à toa.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Mario Vargas Llosa - Travessuras da menina má

Depois de ler 101 DIAS EM BAGDÁ, e me apaixonar pelo estilo "reportagem" da jornalista-autora, achei que devia ler O LIVREIRO DE CABUL, best seller da mesma. Não deu outra: muito muito bom! Um mergulho profundo na vida, no cotidiano das mulheres do Afeganistão. Tem passagens muito emocionantes para nós mulheres. Em determinados momentos cheguei a sentir um verdadeiro alívio por ter nascido "do lado de cá". Eu não teria suportado uma semana naquele lugar. Mas para quem viveu 101 dias no Iraque deve ter sido moleza.....
"Eu adorei Earl's Court, fiquei apaixonado pela sua fauna. O bairro cheirava a juventude, música, vida sem antolhos nem cálculos, grandes doses de ingenuidade, vontade de aproveitar o dia, rejeição da moral e dos valores convencionais em busca de um prazer que excluía os velhos mitos burgueses da felicidade - o dinheiro, o poder, a família, a posição, o sucesso social - e se encontrava nas formas mais simples e passivas de existência: a música, os paraísos artificiais, a promiscuidade e um desinteresse absoluto por todos os outros problemas que atingiam a sociedade. Com seu hedonismo tranquilo, pacífico, os hippies não faziam mal a ninguém; tampouco se metiam a apóstolos, que não queriam convencer nem recrutar a população com que tinham rompido para levar sua vida alternativa: só queriam que os deixassem em paz, absortos em seu egoísmo frugal e seu sonho psicodélico. Eu sabia que nunca seria um deles [...]. Eles eram extremamente simpáticos com seu pacifismo, seu naturismo, seu vegetariansmo, a esforçada busca de uma vida espiritual que desse transcendência à sua rejeição de um mundo materialista e corroído por preconceitos classistas, sociais e sexuais do qual não queriam nem saber. Mas tudo aquilo era anárquico, espontâneo, sem centro nem direção, sequer idéias [...]"
Tou lendo com pena porque quando acabar sentirei saudades.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
101 Dias em Bagdá - Asne Seierstad
Li pouco nestas férias. Não falo de revistas e jornais, mas livros.Visitas, praia, passeios, e o resultado: li apenas dois livros.
101 Dias em Bagdá. A autora é uma jornalista correspondente de guerra. A mesma do best seller O Livreiro de Cabul. Esteve no Kosovo, Chechênia e Afeganistão. Estava no Iraque antes da chegada dos americanos. Ela narra o antes, o durante e o depois. Relata o que viu e viveu em Bagdá entre os meses de janeiro e abril de 2003. Faz uma crônica do cotidiano na Guerra do Iraque, mostrando como vivem os iraquianos, como reagem durante os bombardeios, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futuro e a censura à imprensa estrangeira. Trabalhando para oito órgãos de imprensa de oito países diferentes, todos o dias ela fazia transmissões ao vivo para televisões da Noruega, Holanda e Alemanha. Sempre em busca de histórias menos óbvias, procurou expor o universo do conflito além das manchetes. Mesmo proibida pelo ministério da informação, saia às ruas entrevistando pessoas, descobrindo o que acontece diante de situações-limite, quando as explosões interrompem o fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais. A autora traz à vida um elenco de personagens inesquecíveis, como Aliya, guia e intérprete que se tornou amiga. Descobriu personagens valiosos como o melancólico dono de uma livraria que, por conta da primeira invasão americana, em 1991, não dispunha de nada novo desde aquela data, frustrando fregueses fiéis como um fã de Jean Paul Sartre ou o rapaz disposto a descobrir se realmente era possível clonar humanos, como ouvira dizer. Asne contou também com a cumplicidade dos iraquianos, desde a dupla de motoristas Abbas e Amir até Kadim, funcionário do Ministério da Informação encarregado de controlar o período de permanência dos jornalistas no país.
sábado, 11 de outubro de 2008
Leitura instigante... para dar tratos à bola e admoestar as idéias

"A maioria das pessoas é outra pessoa. Seus pensamentos são as opiniões de outra pessoa, suas vidas uma mímica, suas paixões uma citação." Oscar Wilde

sexta-feira, 22 de agosto de 2008
O que ando lendo?
A Cidade no interior da França: mistério.
sábado, 16 de agosto de 2008
Como ser FELIZ - parte IX, o retorno







