Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas.
Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.
Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,
aves, pessoas humildes, árvores e rios.
Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar
entre pedras e lagartos.
Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto
meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou
abençoado a garças.
Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo.
Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.
Os bois me recriam.
Agora eu sou tão ocaso!
Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis.
No meu morrer tem uma dor de árvore.
Manoel de Barros (1916) se firma cada vez mais como um de nossos maiores e melhores poetas, uma constante redescoberta das palavras:
Maior que o infinito é o incolor.
Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.
O meu vazio é cheio de inerências.
Sou muito comum com pedras....
sexta-feira, 27 de março de 2009
Manoel de Barros - Livro Sobre Nada - Reencontro com a POESIA
Aspirinas e cheiro de maresia, isso tem todo dia aqui em casa.
Mas confessso que tá faltando poesia . Livro Sobre Nada. Arrocha o nó:
*
*
*
Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
A inércia é o meu ato principal.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Por pudor sou impuro.
Não preciso do fim para chegar.
De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
Do lugar onde estou já fui embora.
Mas confessso que tá faltando poesia . Livro Sobre Nada. Arrocha o nó:
*
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*
Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
A inércia é o meu ato principal.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Por pudor sou impuro.
Não preciso do fim para chegar.
De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
Do lugar onde estou já fui embora.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Reformando a casa mil vezes - Ulisses Tavares
Faço minhas as palavras do poeta Ulisses:
É tão certo como campainha tocando na hora do banho.
Bastou eu ter um problema pessoal começo a ter mil idéias para reformar a minha casa.
Levei um pé na bunda, fiquei com dor de cotovelo? Lá vou eu elaborando a planta de uma nova cozinha, chamando os pedreiros e quebrando tudo.
Projeto longamente acalentado não deu certo? Fácil. Só preciso planejar um novo puxadinho, uma nova laje, expandir a sala.
O livro novo que lancei não vendeu nem estourou como imaginava?
Nada que uma mexida cheia de cimento, ferro e tijolos não resolva.
Como tenho uma vida imensa de frustrações e construções, perdi a conta de quantas casas já construí e quantas reformas já fiz em todas.
Cada louco com sua mania. E um louco criativo tem mais manias que a média, claro.
Isso me ocupa, me preenche temporariamente e me nutre da tola certeza de estar resolvendo minha vida de maneira, literalmente, concreta.
Claro que nunca deu certo. Só consegui foi fugir de mim mesmo.
Mas é uma solução existencial tapa-buraco emocional.
Não faz muito gastei dois anos construindo uma casa no meio do mato. A imaginei, no final, cheia de gente, amigos, amor, quentinha. Nada disso. Acabei com um trambolho em que até eu mesmo tinha dificuldade de chegar, por ser tão longe. No começo, olhava a porteira e pensava: que bom estar aqui sem ninguém. No final, a porteira nunca aberta sinalizava que eu me isolara a toa. Justo eu, que gosto tanto, e preciso, estar rodeado de gente.
Demorei para aprender que minha Casa sou eu mesmo, meu corpo, minha alma, meus anseios e desejos. Varanda nova do mundo.
Agora, quero construir e reformar meu Eu.
Mas daí a coisa emperra. São tantas mudanças que nem sei por onde começar a planta básica.
Difícil ser arquiteto e construtor de si mesmo.
Ulisses Tavares é uma casa assombrada por fantasmas, passados e futuros. Para se defender, reforma o que pode, sem alicerce que aguente. Coisas de poeta.
Caros Amigos - janeiro de 2009
www.ulissestavares.com.br
É tão certo como campainha tocando na hora do banho.
Bastou eu ter um problema pessoal começo a ter mil idéias para reformar a minha casa.
Levei um pé na bunda, fiquei com dor de cotovelo? Lá vou eu elaborando a planta de uma nova cozinha, chamando os pedreiros e quebrando tudo.
Projeto longamente acalentado não deu certo? Fácil. Só preciso planejar um novo puxadinho, uma nova laje, expandir a sala.
O livro novo que lancei não vendeu nem estourou como imaginava?
Nada que uma mexida cheia de cimento, ferro e tijolos não resolva.
Como tenho uma vida imensa de frustrações e construções, perdi a conta de quantas casas já construí e quantas reformas já fiz em todas.
Cada louco com sua mania. E um louco criativo tem mais manias que a média, claro.
Isso me ocupa, me preenche temporariamente e me nutre da tola certeza de estar resolvendo minha vida de maneira, literalmente, concreta.
Claro que nunca deu certo. Só consegui foi fugir de mim mesmo.
Mas é uma solução existencial tapa-buraco emocional.
Não faz muito gastei dois anos construindo uma casa no meio do mato. A imaginei, no final, cheia de gente, amigos, amor, quentinha. Nada disso. Acabei com um trambolho em que até eu mesmo tinha dificuldade de chegar, por ser tão longe. No começo, olhava a porteira e pensava: que bom estar aqui sem ninguém. No final, a porteira nunca aberta sinalizava que eu me isolara a toa. Justo eu, que gosto tanto, e preciso, estar rodeado de gente.
Demorei para aprender que minha Casa sou eu mesmo, meu corpo, minha alma, meus anseios e desejos. Varanda nova do mundo.
Agora, quero construir e reformar meu Eu.
Mas daí a coisa emperra. São tantas mudanças que nem sei por onde começar a planta básica.
Difícil ser arquiteto e construtor de si mesmo.
Ulisses Tavares é uma casa assombrada por fantasmas, passados e futuros. Para se defender, reforma o que pode, sem alicerce que aguente. Coisas de poeta.
Caros Amigos - janeiro de 2009
www.ulissestavares.com.br
segunda-feira, 16 de março de 2009
O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA - QUE FILME
CLARO QUE O LIVRO É MELHOR.
Gabriel Garcia Marquez pensou durante 3 anos antes de liberar a obra.
MAS A ATUAÇÃO COMO SEMPRE IMPECÁVEL - MESMO EM INGLÊS - DA FERNANDA MONTENEGRO, A TRILHA SONORA CAPRICHADA (SHAKIRA!), A COLÔMBIA NO SÉCULO XIX, FOTOGRAFIA E FIGURINO, ENFIM. E A HISTÓRIA DE AMOR? EU GOSTEI. DEMAIS.
Gabriel Garcia Marquez pensou durante 3 anos antes de liberar a obra.
MAS A ATUAÇÃO COMO SEMPRE IMPECÁVEL - MESMO EM INGLÊS - DA FERNANDA MONTENEGRO, A TRILHA SONORA CAPRICHADA (SHAKIRA!), A COLÔMBIA NO SÉCULO XIX, FOTOGRAFIA E FIGURINO, ENFIM. E A HISTÓRIA DE AMOR? EU GOSTEI. DEMAIS.
terça-feira, 3 de março de 2009
Travessuras da menina má - é saudade o que sinto
"[.....] Bem, todo mundo tem seus períodos de neurastenia, em que prefere ser antipático para deixar bem claro seu desgosto com o mundo. [...]"
Saudade da menina má. Saudade do coisinha à toa.
Saudade da menina má. Saudade do coisinha à toa.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Mario Vargas Llosa - Travessuras da menina má

Depois de ler 101 DIAS EM BAGDÁ, e me apaixonar pelo estilo "reportagem" da jornalista-autora, achei que devia ler O LIVREIRO DE CABUL, best seller da mesma. Não deu outra: muito muito bom! Um mergulho profundo na vida, no cotidiano das mulheres do Afeganistão. Tem passagens muito emocionantes para nós mulheres. Em determinados momentos cheguei a sentir um verdadeiro alívio por ter nascido "do lado de cá". Eu não teria suportado uma semana naquele lugar. Mas para quem viveu 101 dias no Iraque deve ter sido moleza.....
Agora estou literalmente me deliciando com Travessuras da menina má, do peruano Mario Vargas Llosa. Que livro delicioso! Como não se apaixonar pela "menina má"! Viajamos com os personagens através do tempo. Ai a Paris revolucionária dos anos 60! Neste momento estou na Londres hippie dos 70.... Com a palavra Ricardo, dá só uma olhada:
"Eu adorei Earl's Court, fiquei apaixonado pela sua fauna. O bairro cheirava a juventude, música, vida sem antolhos nem cálculos, grandes doses de ingenuidade, vontade de aproveitar o dia, rejeição da moral e dos valores convencionais em busca de um prazer que excluía os velhos mitos burgueses da felicidade - o dinheiro, o poder, a família, a posição, o sucesso social - e se encontrava nas formas mais simples e passivas de existência: a música, os paraísos artificiais, a promiscuidade e um desinteresse absoluto por todos os outros problemas que atingiam a sociedade. Com seu hedonismo tranquilo, pacífico, os hippies não faziam mal a ninguém; tampouco se metiam a apóstolos, que não queriam convencer nem recrutar a população com que tinham rompido para levar sua vida alternativa: só queriam que os deixassem em paz, absortos em seu egoísmo frugal e seu sonho psicodélico. Eu sabia que nunca seria um deles [...]. Eles eram extremamente simpáticos com seu pacifismo, seu naturismo, seu vegetariansmo, a esforçada busca de uma vida espiritual que desse transcendência à sua rejeição de um mundo materialista e corroído por preconceitos classistas, sociais e sexuais do qual não queriam nem saber. Mas tudo aquilo era anárquico, espontâneo, sem centro nem direção, sequer idéias [...]"
Tou lendo com pena porque quando acabar sentirei saudades.
"Eu adorei Earl's Court, fiquei apaixonado pela sua fauna. O bairro cheirava a juventude, música, vida sem antolhos nem cálculos, grandes doses de ingenuidade, vontade de aproveitar o dia, rejeição da moral e dos valores convencionais em busca de um prazer que excluía os velhos mitos burgueses da felicidade - o dinheiro, o poder, a família, a posição, o sucesso social - e se encontrava nas formas mais simples e passivas de existência: a música, os paraísos artificiais, a promiscuidade e um desinteresse absoluto por todos os outros problemas que atingiam a sociedade. Com seu hedonismo tranquilo, pacífico, os hippies não faziam mal a ninguém; tampouco se metiam a apóstolos, que não queriam convencer nem recrutar a população com que tinham rompido para levar sua vida alternativa: só queriam que os deixassem em paz, absortos em seu egoísmo frugal e seu sonho psicodélico. Eu sabia que nunca seria um deles [...]. Eles eram extremamente simpáticos com seu pacifismo, seu naturismo, seu vegetariansmo, a esforçada busca de uma vida espiritual que desse transcendência à sua rejeição de um mundo materialista e corroído por preconceitos classistas, sociais e sexuais do qual não queriam nem saber. Mas tudo aquilo era anárquico, espontâneo, sem centro nem direção, sequer idéias [...]"
Tou lendo com pena porque quando acabar sentirei saudades.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Ai QUE DELÍCIAAAAA!
carnaval acabou...agora vem aí todos os chocolates do mundo na semaninha santa. ôBA.
Tou numa fase ÓTIMA!
Fazendo o que gosto, caminhando nesse calçadão maravilhoso todos os dias, finalmente curtindo os amigos, enfim.
Aliás, o calçadão é um capítulo à parte: você já tomou um café naquele quiosque lindinho em frente ao parque dona Lindu? Ou uma água de coco no quiosque da frente do Edifício Canavial?
Ah.. pequenos prazeres...que delícia...Levamos nosso cachorro lindão na caminhada, conversamos e ao final, morrendo de sede, aquela água de coco. Tou curtindo a rotina, voltar do trabalho sem pressa, passar na locadora bater um papo alugar um filme, depois padaria, mais conversa, pão quentinho. Tão bom! Gosto de aproveitar o bairro, valorizar a vizinhança, descobrir tudo que tem de bom bem pertinho! Acho que essa atitude confere qualidade de vida, "humaniza" a cidade. Meu bairro vira uma cidade de interior, onde eu conheço todo mundo e fico parando pra conversar.
Quem sabe eu tenha conseguido finalmente aprender a encarar de uma outra forma os problemas banais inerentes à vida?
Se isso for verdade significa que, mudando para melhor a maneira de pensar alcançamos a tão sonhada felicidade. Daí a importância da filosofia em nossas vidas!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
ESPETACULAR !!!
Antonio Antunes Fonseca, 94, reúne títulos internacionais desde que se aposentou, aos 60. Foto: Eduardo Knapp Folha ImagemFiquei indignada quando uma amiga comentou que estava se sentindo velha e com saudades da época de seus 18 anos. A meu ver seria uma afirmação baixo astral em qualquer idade. Só que ela tem 25 anos! Após uma preleção tipo sacode o preconceito pra lá, terminei com a genial frase de um grande amigo meu: "Garota, para mim só existem duas idades: vivo e morto!". Fechou o assunto. Mas hoje, lendo a folha, encontrei a seguinte reportagem que fui obrigada a mandar via email para a dita cuja. Leia tudo enquanto vou treinar pra São Silvestre 2009/2010. (brincadeirinha, vou caminhar mas quem sabe?)
Ele foi o 14.318º colocado na última São Silvestre. Mas talvez tenha sido seu maior campeão. Com 94 anos, Antonio Antunes Fonseca levou 2h46min48s para percorrer os 15 quilômetros da prova, conquistando mais um feito em uma carreira esportiva que começou aos 60, depois da aposentadoria, e reúne vários títulos internacionais de veterano.
Como ele, o também paulista Frederico Fischer, 92, coleciona marcas únicas no atletismo internacional -é o recordista mundial nos 100 m e nos 200 m, na sua faixa etária. Os dois participaram do último campeonato mundial de veteranos, na Itália, em 2007, e fizeram um verdadeiro estrago na competição, trazendo de volta montes de medalhas de ouro, prata e bronze -no total, a dupla conquistou dez medalhas.Foi uma entre as tantas competições nacionais e internacionais de veteranos em que Fonseca e Fischer despontaram. O veterano da São Silvestre relembra com carinho, por exemplo, o Mundial de Veteranos realizado em Miyazaki, Japão, em 1993, quando ele trouxe para o Brasil o ouro na marcha atlética. Já Fischer é o dono das melhores marcas do mundo em 2008 em competições tão diversas quanto as corridas de 100 m e 200 m e os arremessos de peso e martelo.
Alívio
"Eu era diretor de uma empresa, e a gente passava crises financeiras bravas. A cabeça vivia muito cheia de problemas. Uma vez eu estava em São Paulo, passando pelo clube, resolvi dar uma corrida. Fui, corri, suei bastante. Quando sentei no carro, voltando para casa, senti um alívio tremendo na cabeça. Achei que tinha sido a corrida. Aquela transpiração, o sangue circulando mais forte, parece que faz uma limpeza lá dentro. Então decidi voltar a correr."Aos poucos, retomou a vida no clube. Conheceu colegas, ajudou a montar disputas entre os "velhinhos", chegou a dirigente da entidade paulista de atletismo de veteranos. E hoje, como Fonseca, é demonstração viva de que idade avançada e esporte não são incompatíveis.
Cansaço e superação
"Não é só bocha e truco que o idoso deve fazer. Tem é que se movimentar mesmo. E outra: sentir cansaço. Não é começou a cansar e parar. Tem de forçar um pouco mais", receita ele. Há que sempre buscar a superação, parecem ensinar os dois nonagenários, ainda agora preocupados com suas marcas. Fonseca, depois de mandar ver na São Silvestre de 2008, antecipa seus próximos passos: "Quero me preparar bem porque no ano que vem ainda quero melhorar o meu tempo".
RODOLFO LUCENA , 51, é editor de Informática da Folha , ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record)
RODOLFO LUCENA , 51, é editor de Informática da Folha , ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record)
Folha de São Paulo caderno Equilíbrio - São Paulo, quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
101 Dias em Bagdá - Asne Seierstad
Li pouco nestas férias. Não falo de revistas e jornais, mas livros.Visitas, praia, passeios, e o resultado: li apenas dois livros.
O lado bom: foram dois livros S E N S A C I O N A I S !
101 Dias em Bagdá. A autora é uma jornalista correspondente de guerra. A mesma do best seller O Livreiro de Cabul. Esteve no Kosovo, Chechênia e Afeganistão. Estava no Iraque antes da chegada dos americanos. Ela narra o antes, o durante e o depois. Relata o que viu e viveu em Bagdá entre os meses de janeiro e abril de 2003. Faz uma crônica do cotidiano na Guerra do Iraque, mostrando como vivem os iraquianos, como reagem durante os bombardeios, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futuro e a censura à imprensa estrangeira. Trabalhando para oito órgãos de imprensa de oito países diferentes, todos o dias ela fazia transmissões ao vivo para televisões da Noruega, Holanda e Alemanha. Sempre em busca de histórias menos óbvias, procurou expor o universo do conflito além das manchetes. Mesmo proibida pelo ministério da informação, saia às ruas entrevistando pessoas, descobrindo o que acontece diante de situações-limite, quando as explosões interrompem o fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais. A autora traz à vida um elenco de personagens inesquecíveis, como Aliya, guia e intérprete que se tornou amiga. Descobriu personagens valiosos como o melancólico dono de uma livraria que, por conta da primeira invasão americana, em 1991, não dispunha de nada novo desde aquela data, frustrando fregueses fiéis como um fã de Jean Paul Sartre ou o rapaz disposto a descobrir se realmente era possível clonar humanos, como ouvira dizer. Asne contou também com a cumplicidade dos iraquianos, desde a dupla de motoristas Abbas e Amir até Kadim, funcionário do Ministério da Informação encarregado de controlar o período de permanência dos jornalistas no país.
101 Dias em Bagdá. A autora é uma jornalista correspondente de guerra. A mesma do best seller O Livreiro de Cabul. Esteve no Kosovo, Chechênia e Afeganistão. Estava no Iraque antes da chegada dos americanos. Ela narra o antes, o durante e o depois. Relata o que viu e viveu em Bagdá entre os meses de janeiro e abril de 2003. Faz uma crônica do cotidiano na Guerra do Iraque, mostrando como vivem os iraquianos, como reagem durante os bombardeios, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futuro e a censura à imprensa estrangeira. Trabalhando para oito órgãos de imprensa de oito países diferentes, todos o dias ela fazia transmissões ao vivo para televisões da Noruega, Holanda e Alemanha. Sempre em busca de histórias menos óbvias, procurou expor o universo do conflito além das manchetes. Mesmo proibida pelo ministério da informação, saia às ruas entrevistando pessoas, descobrindo o que acontece diante de situações-limite, quando as explosões interrompem o fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais. A autora traz à vida um elenco de personagens inesquecíveis, como Aliya, guia e intérprete que se tornou amiga. Descobriu personagens valiosos como o melancólico dono de uma livraria que, por conta da primeira invasão americana, em 1991, não dispunha de nada novo desde aquela data, frustrando fregueses fiéis como um fã de Jean Paul Sartre ou o rapaz disposto a descobrir se realmente era possível clonar humanos, como ouvira dizer. Asne contou também com a cumplicidade dos iraquianos, desde a dupla de motoristas Abbas e Amir até Kadim, funcionário do Ministério da Informação encarregado de controlar o período de permanência dos jornalistas no país.
Maurício de Nassau e o Brasil Holandes. Correspondência com os Estados Gerais.
Décimo segundo trabalho do já consagrado historiador pernambucano Fernando da Cuz Gouvêa, o livro nasceu de um artigo publicado em 1979 no nº 51 da Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. (Aliás essa fabulosa revista voltará a ser publicada pela CEPE). Com uma pesquisa profunda e meticulosa ele não apenas apresenta a correspondência do conde-governador do Brasil Holandês com os diretores da Companhia das índias Ocidentais na Holanda´, como analisa o contexto da chegada, os motivos da partida e os sete anos de permanência na Mauritsstad. É apaixonante ler sobre aquele nobre alemão de 33 anos de idade com propósitos tão definidos e decisões militares inteligentes. O livro descreve a chegada do conde, com sua comitiva de artistas, intelectuais e cientistas. Trouxe para o Brasil propósitos de civilização, não se conformando com a exploração pura e simples. As cartas se sucedem e ficamos sabendo pormenores. Como o aviso que Nassau deu aos holandeses do perigo iminente. Portugueses e nativos se uniam preparando a sublevação. Bom, muito bom!
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A História Como Paixão,
Para gostar de ler
domingo, 25 de janeiro de 2009
Minha nova mania - que delícia!
CARAMBA PENSE: COMO É DIFÍCIL DEIXAR DE SER SEDENTÁRIA. VERDADEIRA EPOPÉIA.
Lembro-me de umas tantas vezes que comecei com as caminhadas. Uma vez o plano era no terceiro mês e, 6 kg a menos, começar gradativamente a correr. Pois não é que com 15 dias peguei uma gripe? Passei outros 15 mal, perdi o pique e desisti.
Academia: matriculei-me em muitas. Tempo máximo de permanência: 6 meses. Um record.
Mas dessa vez tudo vai ser diferente. Meu relógio biológico clama por mudanças de estilo de vida. Já estou pegando carona na reeducação alimentar do habitantes aqui da mansão. Espero mesmo que isso não seja uma moda passageira. Agora só falta aprender a não furar, farrapar, "fuleirar" na caminhada diária! Ah! mas e onde minha nova mania se encaixa nessa história?
Tudo começou quando, pós 4 meses ausente do lar, percebi que meu filho estava mais fofinho, muito fofinho, gordinho mesmo. O maridão também. Eu? idem. Médicos. Exames. Opção por uma vida mais saudavel. Meta para 2009: deixar de ser sedentário ! Incorporar o exercício de uma vez por todas à rotina da minha vida! Que delícia!
Então no quesito alimentaçao saudável/dieta balanceada esbarrei na dificuldade pão branco X pao integral. Comprei pão integral, de centeio, 7 grãos, vários grãos, em várias padarias diferentes e o resultado era que além de pagar muito caro o produto deixava muito a desejar em matéria de sabor. Resolvi preparar eu mesma meu próprio pão. Fiz uma pesquisa na blogosfera.
Nossa! Bons Blogs de ótimos cozinheiros com dicas maravilhosas.
Então descobri o site!
Estou apaixonada pelo blog La Cucinetta !!! Virou mania. Todo dia leio nem que seja um pouquinho. Já fiz um pão e...bem, preciso treinar bastante....
E hoje fiz um bolo de limão fantástico. Servi no chá das 5, imagine. Mas chá sempre foi uma mania minha. Desde sempre.
Parabéns à Ana Eliza pelo blog maravilhosamente bem escrito, organizado, com dicas e explicações detalhadas, como ela mesma diz, "para mostrar aos amigos que pessoas sem tempo não precisam comer miojo". Virei fã.
www.lacucinetta.com.br
Lembro-me de umas tantas vezes que comecei com as caminhadas. Uma vez o plano era no terceiro mês e, 6 kg a menos, começar gradativamente a correr. Pois não é que com 15 dias peguei uma gripe? Passei outros 15 mal, perdi o pique e desisti.
Academia: matriculei-me em muitas. Tempo máximo de permanência: 6 meses. Um record.
Mas dessa vez tudo vai ser diferente. Meu relógio biológico clama por mudanças de estilo de vida. Já estou pegando carona na reeducação alimentar do habitantes aqui da mansão. Espero mesmo que isso não seja uma moda passageira. Agora só falta aprender a não furar, farrapar, "fuleirar" na caminhada diária! Ah! mas e onde minha nova mania se encaixa nessa história?
Tudo começou quando, pós 4 meses ausente do lar, percebi que meu filho estava mais fofinho, muito fofinho, gordinho mesmo. O maridão também. Eu? idem. Médicos. Exames. Opção por uma vida mais saudavel. Meta para 2009: deixar de ser sedentário ! Incorporar o exercício de uma vez por todas à rotina da minha vida! Que delícia!
Então no quesito alimentaçao saudável/dieta balanceada esbarrei na dificuldade pão branco X pao integral. Comprei pão integral, de centeio, 7 grãos, vários grãos, em várias padarias diferentes e o resultado era que além de pagar muito caro o produto deixava muito a desejar em matéria de sabor. Resolvi preparar eu mesma meu próprio pão. Fiz uma pesquisa na blogosfera.
Nossa! Bons Blogs de ótimos cozinheiros com dicas maravilhosas.
Então descobri o site!
Estou apaixonada pelo blog La Cucinetta !!! Virou mania. Todo dia leio nem que seja um pouquinho. Já fiz um pão e...bem, preciso treinar bastante....
E hoje fiz um bolo de limão fantástico. Servi no chá das 5, imagine. Mas chá sempre foi uma mania minha. Desde sempre.
Parabéns à Ana Eliza pelo blog maravilhosamente bem escrito, organizado, com dicas e explicações detalhadas, como ela mesma diz, "para mostrar aos amigos que pessoas sem tempo não precisam comer miojo". Virei fã.
www.lacucinetta.com.br
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
ANO NOVO VIDA NOVAAAAAAAAA!!!!! BLOG NOVO........
COM TUDO EM CIMAA !!
TUDO LÁ DENTRO!!
SAI DA FRENTE QUE EU QUERO PASSAAAAARRRRR
Como obter um sono de beleza: profundo e reparador.

Acredite: sofro dos nervos. Já comentei aqui. É mais forte do que eu.
Daí meu eterno interesse por publicações que ensinem a relaxar. Assino revistas e frequento blogs de yoga e alimentação natural e sou fã incondicional de deliciosos chás. O ritual do chá me acalma. Um bule bonito, uma louça interessante, toalhinhas de renda, geléias naturais, bolachinhas integrais enfim, caixinhas de chás exóticos sem cafeína que vou experimentando para conhecer....
Almejo o equilíbrio zen. Não desistirei.
Ao me deparar com uma matéria sobre a importância do sono de qualidade percebi que já praticava muitas daquelas atitudes e resolvi acrescentar às dicas a minha "modesta" experiência. Respire fundo 10 vezes. Vamos lá.
fonte: revista saúde.
1. Tenha um bom lugar para dormir
básico:
Escuro (eu uso máscaras) e silêncio.
Um quarto agradável e um colchão confortável. Meu travesseiro é importante, escolhido a dedo. Viajo com ele. De avião. Já passei noite em claro em hotel 5 estrelas por conta dos travesseiros.
Você não deve sentir nem frio nem calor.
2. Vá para a cama sempre no mesmo horário
O corpo acaba se condicionando a essa rotina. Uma hora antes de deitar, comece a desacelerar: nada de atividades barulhentas ou excitantes como exercício físico ou a discussão de assuntos nelvrágicos. Pensar em dinheiro, contas a pagar ou dívidas também atrapalham.
3. Ajude o seu corpo a relaxar
Massagens, banhos de imersão ou uma ducha quente são sedativos naturais e driblam a ansiedade. Gosto de cheiro de lavanda johnson nos travesseiros e lençóis, incensos suaves (vide post Aromaterapia) e cds relaxantes como canto gregoriano ou Sade.
4. Manere nas substâncias estimulantes
Depois das 13 horas, evite estimulantes como guaraná em pó e chocolate e bebidas à base de cafeína, como café e chá preto. Cinco xícaras diárias de café são suficientes para afetar ou impedir o sono.
5. Evite tomar bebidas alcoólicas
O momento ideal para um drinque é o da happy hour, no período que vai das 17 às 20 horas, pois os efeitos do álcool no corpo duram três horas.Atenção, pois a bebida provoca relaxamento imediato, mas leva a pessoa a "acender" e sentir dificuldades para tornar a adormecer. Ao contrário do que muita gente pensa, o álcool torna o sono superficial.
6. Aposte nos carboidratos
No jantar, é melhor consumir pequenas porções de carboidratos, que são excelentes soníferos, do que proteínas, que têm efeito estimulante.
7. Bebidas quentes ajudam a relaxar
Tomar um copo de leite quente funciona, sim, porém mais pela temperatura do que pelo alimento em si. Então que tal investir em um chá de camomila ou erva cidreira? O meu preferido é maçã com canela. Veja porque:
8. A maçã noturna
Comer uma maçã à noite é uma boa, porque a casca é relaxante. O efeito aumenta se ela for cozida e servida quente. Também vale o chá feito com a casca seca.
9. Faça um escalda-pés
O tradicional escalda-pés tem o aval da medicina chinesa - o ritual relaxa o corpo todo, porque os terminais energéticos dos pontos da acupuntura concentram-se nos pés, desde a planta até a altura dos tornozelos.Mergulhe-os na água quente por dez minutos até a pele ficar vermelha. Depois, seque-os e calce meias para mantê-los aquecidos.
Ao aquecer a água na chaleira coloque cravo canela, ou chá de camomila. A idéia é durante o escalda-pés usufruir de aromas agradáveis que remetem à boas lembranças e por isso são relaxantes .Você pode colocar na bacia bolinhas de gude ou pedrinhas para massagear, além de umas gotinhas de óleo de banho ou até mesmo azeite para hidratar e perfumar os pés.
10. Tome um chá de ervas
Um chazinho quente antes de ir para a cama é reconfortante.Prefira as ervas frescas sedativas, como a erva-cidreira.A camomila tem efeito mais brando, por isso é indicada a bebês. A valeriana é muito forte - não abuse ou poderá perder a hora no dia seguinte. Chá de flor seca de maracujá também é calmante.Cuidado com as misturas aromáticas que contenham chá preto: como é excitante, deve ser tomado quando você quer espantar a sonolência, nunca antes de dormir.
10. Tome um chá de ervas
Um chazinho quente antes de ir para a cama é reconfortante.Prefira as ervas frescas sedativas, como a erva-cidreira.A camomila tem efeito mais brando, por isso é indicada a bebês. A valeriana é muito forte - não abuse ou poderá perder a hora no dia seguinte. Chá de flor seca de maracujá também é calmante.Cuidado com as misturas aromáticas que contenham chá preto: como é excitante, deve ser tomado quando você quer espantar a sonolência, nunca antes de dormir.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O que tenho feito?
O por de sol nesse bar é ALGO. A peixada com pirão idem.
Você me pergunta o que tenho feito durante a reforma de mim mesma????
Bem, estou de férias desde o dia 12 de dezembro. Que vidinha mais ou menos.....
Recebemos nossos amigos de Portugal. Lá estava nevando. Aqui sol quente de lascar.
Durante 15 dias a casa virou uma festa! Violões, pandeiros, gaitas e uma quantidade incalculável de latinhas de cerveja. Eles gostam tanto da nossa cerveja quanto nós gostamos do vinho deles.
Ganhei vários de presente. A notícia ruim foi que perdi minha câmera digital num desses domingos. Não sei se a deixei na Bodega do Véio em Olinda ou se foi na Dobradinha do Régis no Pina...
Alias, permita-me um adendo: você já experimentou o Peixe (com P maiúsculo) à moda da casa com molho de castanha da Dobradinha do Régis? Ñão? Então corra. Visita aqui em casa tem que passar no Régis. Enfim, que pena. As fotos que estavam na câmera traduziam todo o nosso ócio de final de ano, só deu tempo de descarregar as do Reveillon e as do Sítio da Pedra Alta (Bar do Doido) em Suape, outro lugar imperdível com peixada ídem.
domingo, 14 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Cinema é A MAIOR DIVERSÃO - Já dizia Luis Severiano Ribeiro
O Cine-Clube (será que é com hífen?) aqui de casa tá fraquinho, em reforma.
Eu também estou em reforma. Deve ser por isso. Mas rolou e eu adorei as seguintes películas:
MARCOS PALMEIRA está NO SEU MELHOR! Hilário DEMAIS.
O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO
Zé Araújo (Marcos Palmeira) é um homem boêmio, que gosta de frequentar cabarés e ouvir cantadores de viola. A ação se passa no Rio Grande do Norte então o personagem está interessantíssimo porque existe toda uma pesquisa de vocabulário regional e francamente, ouvir Marcos Palmeira dizendo oxente e vôt entre outras pérolas é hilário!!! Impressionate a entonação que ele coloca já que dá pra sentir a diferença entre o sotaque potiguar e o daqui de pernambuco, por exemplo.
Após tirar a virgindade de uma turca, ele é obrigado pelo pai dela a se casar. Durante anos Zé passa por seguidas humilhações, provocadas por sua esposa. Daí em diante o filme fica muito legal. Acontece tipo uma libertação/virada do personagem. Um dia, ao ouvir uma piada sobre sua situação, ele se revolta, destrói o armazém do sogro e ainda dá uma surra na esposa. Ao terminar ele monta em seu cavalo e parte sem destino, decidido a ter uma vida de aventuras. A partir deste dia Zé Araújo passa a ser conhecido como Ojuara, (araújo ao contrário - eu sou araújo kkkk me identifiquei na hora kkkk) enfrentando inimigos e vivendo situações inusitadas. Ainda viro Ojuara. Música de Gilberto Gil.
Com 20 anos de atraso, e contrariando minha não preferência por filmes de guerra, resolvi assistir Platoon. Muito Bom. Guerra do Vietnã sob a ótica de um recruta que se alistou por puro idealismo. Dá pra ver como gradativamente os recrutas de seu pelotão vão perdendo a inocência durante os combates. E o modo de guerrilha usado com sucesso pelos vietnamitas.
Melhor de todos: CINEMA ASPIRINAS E URUBUS - Genial pernambucano com figurino de Beto Normal. A história é muito boa. Um alemão fugindo da segunda guerra (me identifiquei de cara - meu avô foi um alemão que chegou ao Brasil fugindo dessa guerra!) percorre o sertão vendendo uma grande novidade: ASPIRINAS. Ele chega nos vilarejos miseráveis e exibe um filme promocional. Para os sertanejos boquiabertos com o cinema do alemão.
Melhor de todos II - AMARELO MANGA - Minha paixão pelo cinema pernambucano me torna suspeita - desde Baile Perfumado assisto à todos. Esse é um filme muito forte, tem cenas fortes do cotidiano no lado "B" da cidade do Recife, quem nao tiver estômago melhor não assistir. A fotografia é da melhor, os personagens são todos marcantes. Matheus Nachtergaele se superou na pele de Dunga, cozinheiro homossexual de uma pensão no centro. Jonas Bloch é o enigmático Isaac, morador da pensão que deseja ardentemente a dona do botequim Dira Paes, a Kika. Chico Dias é Wellington, o açougueiro casado por quem Dunga é perdidamente apaixonado. Elenco de primeira Diretor Idem - Claudio Assis é um caruaruense arretado! Preciso assistir o novo dele - Baixio das Bestas. Novo em termos - 2007.
Eu também estou em reforma. Deve ser por isso. Mas rolou e eu adorei as seguintes películas:
MARCOS PALMEIRA está NO SEU MELHOR! Hilário DEMAIS.
O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO
Zé Araújo (Marcos Palmeira) é um homem boêmio, que gosta de frequentar cabarés e ouvir cantadores de viola. A ação se passa no Rio Grande do Norte então o personagem está interessantíssimo porque existe toda uma pesquisa de vocabulário regional e francamente, ouvir Marcos Palmeira dizendo oxente e vôt entre outras pérolas é hilário!!! Impressionate a entonação que ele coloca já que dá pra sentir a diferença entre o sotaque potiguar e o daqui de pernambuco, por exemplo.
Após tirar a virgindade de uma turca, ele é obrigado pelo pai dela a se casar. Durante anos Zé passa por seguidas humilhações, provocadas por sua esposa. Daí em diante o filme fica muito legal. Acontece tipo uma libertação/virada do personagem. Um dia, ao ouvir uma piada sobre sua situação, ele se revolta, destrói o armazém do sogro e ainda dá uma surra na esposa. Ao terminar ele monta em seu cavalo e parte sem destino, decidido a ter uma vida de aventuras. A partir deste dia Zé Araújo passa a ser conhecido como Ojuara, (araújo ao contrário - eu sou araújo kkkk me identifiquei na hora kkkk) enfrentando inimigos e vivendo situações inusitadas. Ainda viro Ojuara. Música de Gilberto Gil.
Com 20 anos de atraso, e contrariando minha não preferência por filmes de guerra, resolvi assistir Platoon. Muito Bom. Guerra do Vietnã sob a ótica de um recruta que se alistou por puro idealismo. Dá pra ver como gradativamente os recrutas de seu pelotão vão perdendo a inocência durante os combates. E o modo de guerrilha usado com sucesso pelos vietnamitas.
Melhor de todos: CINEMA ASPIRINAS E URUBUS - Genial pernambucano com figurino de Beto Normal. A história é muito boa. Um alemão fugindo da segunda guerra (me identifiquei de cara - meu avô foi um alemão que chegou ao Brasil fugindo dessa guerra!) percorre o sertão vendendo uma grande novidade: ASPIRINAS. Ele chega nos vilarejos miseráveis e exibe um filme promocional. Para os sertanejos boquiabertos com o cinema do alemão.
Melhor de todos II - AMARELO MANGA - Minha paixão pelo cinema pernambucano me torna suspeita - desde Baile Perfumado assisto à todos. Esse é um filme muito forte, tem cenas fortes do cotidiano no lado "B" da cidade do Recife, quem nao tiver estômago melhor não assistir. A fotografia é da melhor, os personagens são todos marcantes. Matheus Nachtergaele se superou na pele de Dunga, cozinheiro homossexual de uma pensão no centro. Jonas Bloch é o enigmático Isaac, morador da pensão que deseja ardentemente a dona do botequim Dira Paes, a Kika. Chico Dias é Wellington, o açougueiro casado por quem Dunga é perdidamente apaixonado. Elenco de primeira Diretor Idem - Claudio Assis é um caruaruense arretado! Preciso assistir o novo dele - Baixio das Bestas. Novo em termos - 2007.
Essa eterna culpa cristã

Então: fico pensando que herdamos esse sofrimento, essa história de sofrer de qualquer jeito, qualquer que seja o resultado da história entende?
aproveitamos para ser infeliz lamentando ...
PORQUE NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE SER FELIZ E PRONTO? PORQUE TEMOS SEMPRE QUE SOFRER?
QUE CULPA ETERNA É ESSA QUE PARECE UM PIANO NAS MINHAS COSTAS?
Caetano diz: "será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica?" (podres poderes)
Essa culpa eterna talvez seja mesmo fruto dessa podre e ridícula educação cristã que nossos pais nos deram, os meus pelo menos. Todos foram atingidos de uma maneira ou de outra.
PORQUE NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE SER FELIZ E PRONTO? PORQUE TEMOS SEMPRE QUE SOFRER?
QUE CULPA ETERNA É ESSA QUE PARECE UM PIANO NAS MINHAS COSTAS?
Caetano diz: "será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica?" (podres poderes)
Essa culpa eterna talvez seja mesmo fruto dessa podre e ridícula educação cristã que nossos pais nos deram, os meus pelo menos. Todos foram atingidos de uma maneira ou de outra.
Um país praticamente católico. A herança da colonização cristã. Os colégios de freira...as universidades católicas, as PUC's da vida. Em todos os lugares cristo lá sofrendo.
Dentro dessa educação tudo é pecado. Como você pode ser feliz se cristo está lá pregado naquela cruz a sangrar? e a culpa é sua! A CULPA É SUA! CRISTO ESTÁ LÁ PREQUETADO E A CULPA É SUA!! ELE ESTÁ PAGANDO IMAGINE, PAGANDO PELOS SEUS , NOSSOS PECADOS...
Mas eu nem pedi isso! Quero ter o direito de pecar e ser eu mesma a pagar por isso.
Desculpa lá mas, se cristo jesus é o cara, um espírito super elevado que resolveu passar por aqui dar exemplos etc, então refuto a imagem dele pendurado naquele pau a sangrar.
Desculpa lá mas, se cristo jesus é o cara, um espírito super elevado que resolveu passar por aqui dar exemplos etc, então refuto a imagem dele pendurado naquele pau a sangrar.
Acho até que ele nem tem nada a ver com essa jogada de marketing dos padres. Ele também nao quer que a gente carregue culpa por nada! Seu desejo deve ser apenas que sigamos seu exemplo sejamos bons e ajudemos as pessoas etc.
Como nos livrar do peso dessa culpa ridícula e SER FELIZ SIMPLESMENTE?
sábado, 1 de novembro de 2008
Siri recheado, almoço em família, peixada feita por mim, João Bosco e o cacête

Siri Recheado e o Cacete
João Bosco
Composição: João Bosco & Aldir Blanc
João Bosco
Composição: João Bosco & Aldir Blanc
*
Sai com a patroa pra pescar
Sai com a patroa pra pescar
No canal da barra uns siris pra rechear
Siri como ela encheu de me avisar
Era o prato predileto do meu compadre anescar
Levei arrastão e três puçás
Um de cabo outros dois de jogar
De isca um sebo da véspera, e pra completar cachaça iemanjá
Birita que dá garantia de ter maré cheia
Choveu siri do patola, manteiga, azulão, um camaleão,
No tapa a minha patroa espantou três sereias.
Na volta ônibus cheio o balde derramou
Em pleno coletivo um gato se encrespou
O velho trocador até gritou: - não bebo mais!
Siri passando em roleta, mesmo pra mim é demais!
De medo o motorista perdeu a direção
Fez um golpe de vista, raspou num caminhão
Pegou um pipoqueiro, um padre, entrou num butiquim
O português da gerência, quase voltou pra almerim...
Quiseram autuar nossos siris
Mas minha patroa subornou a guarnição
Então os cana-dura mais gentis
Levaram a gente e os siris pra casa na abolição
Depois do "te logo", "um abração"
Fui botar os siris pra ferver
Dentro da lata de banha
Era um tal de chiar, pagava pra ver
Tranqüilo o compadre anescar colocando o azeite
Foi um trabalho de cão, mas valeu o suor
Croquete, bobó, panqueca, siri recheado, fritada e o cacete.
O anescar chegou com uma de alambique
Me perguntou se eu era mendonça ou dinamite
Abri uma lourinha, trouxe um prato de croquete
O anescar mordeu um, feito quem come gilete
Baixou minha patroa: anesca, que qui há?
O anescar gemeu: dieta de lascar
O médico mandou que eu coma tudo que pintar
Até cerveja e cachaça
Menos os frutos do mar.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Slow Food - o prazer o prato e o planeta

O Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo.
O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta. Hoje conta com mais de 80.000 associados.
Segundo o Slow Food, o prazer de saborear boa comida e bebida de qualidade deve ser combinado com o esforço para salvar os inúmeros grãos, vegetais, frutas, raças de animais e produtos alimentícios que correm perigo de desaparecer devido ao predomínio das refeições rápidas e ao agronegócio industrial. Através da Arca do Gosto, das Fortalezas (patrocinado pela Fundação Slow Food para Biodiversidade) e do Terra Madre, Slow Food busca proteger nosso inestimável patrimônio gastronômico. Saiba mais nos links ao final da página deste blog e aqui:
http://www.slowfoodbrasil.com/
domingo, 19 de outubro de 2008
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