domingo, 27 de janeiro de 2008
Eu e Clarice - amigas de infância, almas gêmeas
sábado, 26 de janeiro de 2008
Pense num homem lindo com um sorriso BELO
SAMBA DO GRANDE AMOR (Chico Buarque)
participação de GAL COSTA
Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Clube da Esquina

(O que foi feito deverá/ O que foi feito de Vera)
Que o homem que eu era voltou
A tribo toda reunida
Ração dividida ao sol
De nossa vera cruz
Quando o descanso era luta pelo pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio
E rio qualquer dava pé
E a cabeça rodava
Num gira-girar de amor
E até mesmo a fé
Não era cega nem nada
Era só nuvem no céu e raiz
Hoje essa vida só cabe
Na palma da minha paixão
De vera nuca se acabe
Abelha fazendo o seu mel
No canto que criei
Nem vá dormir como pedra
E esquecer o que foi feito de nós ...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Para blogar todos os dias
Adoraria conseguir blogar todos os dias, mas meus últimos dias foram de tal maneira tumultuados, zebras e correria, totalmente desprovidos de rotina, desordenados, fui invadida pela ansiedade e sentimentos de péssima energia....
Para ser mais explícita, atravesso sérios problemas de ordem familiar.
Eles, os problemas, estão minando a minha energia, não consigo blogar, e não consigo uma série de outras coisas.
Muitas vezes tenho ótimas idéias de posts mas ...nada.
Não dá. Estou sofrendo e a minha dor, ela me tomou, me ocupa inteira. Corpo, alma, intelecto e o que mais tiver.
Vou dar mais um tempinho.
Que saudade de blogar e de fazer mais um monte de coisas!
Mas estou em pedaços.
Deve ser uma fase. Tomara que seja. Tem que ser. Vai ser. Vai passar.
Tal como fenix, renascerei das cinzas.
Me aguarde.
Angel. Anginha. Angélica. Preciso urgentemente me matricular na IOGA!!!
Vida que segue inexorável, o sol nasce depois vai embora, nem aí pra minha dor.
Não a estou regateando, de maneira alguma. A dor é minha, ninguém pode sentí-la por mim.
É a minha dor, quero sentí-la em sua totalidade.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
UHAUAHUAHAUHAUA MÃÃÃÃEEEEEEEEE PASSSSSEEEEEEIIIII!!!!
Agradecimentos especiais à Leda Laura, Kleber e Ivanise, sem os quais nada disso aqui embaixo teria sido possível. Esse trio deu a maior força pro meu filho, elevando sua mais do que abalada auto-estima, e porque não dizer, transformando-o da água para o vinho! Obrigada à todos!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Álbum de Família

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Porto Cidade Invicta - A maior árvore de natal da Europa
domingo, 30 de dezembro de 2007
Cenas de um Natal pós-moderno
*
*
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
www.dominiopublico.gov.br
Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
- ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci
- escutar músicas em MP3 de alta qualidade
- ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia
- ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA ...
- ter acesso ao acervo de teses e dissertações da CAPES
http://www.dominiopublico.gov.br/
Só de literatura portuguesa são 732 obras! Praticamente toda a obra de Fernando Pessoa, Shakespeare em português, Machado de Assis....
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acessos é muito pequeno.
Trata-se de cultura da melhor qualidade e grátis!! É disso que o Brasil precisa!
em um país onde o livro ainda é muito caro e de difícil acesso para 70 % da população!!
Não devemos esquecer que o site do Domínio Público também abriga o acervo de Teses e Dissertações da CAPES. Todo o material do site fica inteiramente à sua disposição.
Enfim, vale a pena a gente se engajar numa campanha destas. Já passei pra toda a minha lista de email!
Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura. Divulgue para o máximo de pessoas, por favor, BEIJOS
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Estante Virtual - Sebo Virtual!

O escritor Alberto Mussa elaborou os trinta mandamentos para ser leitor, escritor e crítico, que foram publicados na revista Entre Livros. Leia abaixo a versão resumida de dez deles. Para ler a íntegra (vale a pena!), link acima.
I - Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Família de Cinéfilos
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Deus existe?
Para Sigmund Freud deus era uma criação da humanidade. Desde as mais primitivas tribos, o homem inventa seus totens com medo do desconhecido: chuva, trovão e morte. Com a evolução, o ser humano foi apefeiçoando seus deuses, (antes zoomórficos, depois antropomórficos) sem os quais não conseguiria explicar nada, além de precisar de mais proteção, boas colheitas e por aí vai. É meio chocante pra você que, como eu, foi educado em colégio de padre ou freira, mas faz muito sentido. E ainda tem essa culpa judaico-cristã pesando em nossos ombros, já que tudo é pecado e Jesus morreu na cruz para nos salvar desses nossos pecados... Difícil ser feliz quando alegria é pecado, amor é pecado, sexo é pecado, dormir até meio dia é pecado.... Separar do marido é pecado. Frei Damião diria que eu vou pro inferno de cabeça pra baixo!
fonte para as frases de Einstein: http://www.if.ufrgs.br/einstein/frases.html
Quem assistiu Stigmata? (Rupert Wainwright). Muito legal esse filme e dele guardei pra sempre uma frase. A história é a de uns manuscritos que colocavam em risco a existência da Igreja. Eram ensinamentos de Jesus onde dizia: que o verdadeiro templo de Deus não é feito de pedras e nem madeira...o verdadeiro templo de Deus está dentro de cada pessoa. Com essa afirmação, Jesus queria dizer que não há necessidade da existência de um templo ou Igreja (que no caso da católica construiu mundo afora verdadeiros castelos de luxo e riqueza)....se quiser procurar Deus, basta que você olhe para dentro de si. Estas palavras são perigosas, tanto para a Igreja Católica como para a igreja Evangélica.
Bem, quem sabe qualquer dia desses "eu seja tocada", encontre a minha igreja, o meu Deus com D maiúsculo, chego aqui contando pra vocês? O homem é dono do sim e do não. Eu posso dizer sim hoje àquilo que eu disse não ontem e vice-versa. Beijos em todos os meus 4 leitores.
Pequenas notas autobiográficas


Angélica é uma menina, uma garota ainda. Ela é muito sensível, chora por bobagens, pois desde cedo sofre na vida. A vida nunca foi lá muito fácil para Angélica, que demorou um longo tempo para entender o significado da palavra normal. O sonho dela era ter uma rotina, saber como seria o dia de amanhã.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Autora de ensaios, romances, crônicas e peças de teatro, tem um blog na veja on line(www.vejaonline.abril.com.br), espécie moderna de consultório sentimental, e sua lucidez pra dar conselhos é o máximo:
"Nós freqüentemente sofremos por não querer saber o que acontece e o não querer saber é inclusive um conceito psicanalítico.
Você pode tentar se analisar sozinho, lendo um livro, ou buscando a ajuda de um terapeuta. O importante é enveredar pelo caminho que traz luz, o caminho de quem deseja saber. De quem não quer persistir na paixão da ignorância, a mais negativa das paixões humanas.
"A pior paixão é a da ignorância. Diz respeito ao modo como lidamos com o nosso inconsciente, ao quão atentos ou ao quão surdos somos para ele. Quão recalcadas as suas manifestações ou quão bem acolhidas. "
"O amor só escraviza quem precisa ser escravo."
"Amar faz bem. Quem ama bebe na fonte da juventude...O amor é uma aposta na liberdade - te amar exatamente como você é."
Ela também ensina você a SER QUEM VOCÊ QUISER, a nâo falar de tristezas, a nao dar existencias a elas atraves de palavras, a ser leve. Diz que o amor é uma consequência do humor e que o amor implica a delicadeza. Isso não é lindo? e não é óbvio? Devemos repetir o óbvio, para que ele não passe despercebido.
E a amizade?"um amigo nao exige do outro que ele esteja disponivel. Quer o outro no seu caminho. o amigo é desprendido. "
Bem, te isso e muito mais no seu Blog e no seu site :
http://www2.uol.com.br/bettymilan/
Io che amo solo te
domingo, 16 de dezembro de 2007
DELÍCIA!! Fim de semana também teve lasanha, cinema em casa com pipoca e família. É tudo que eu preciso.
E hoje, domingo, assistimos a uma produção nacional recente, uma comédia, Saneamento Básico, O Filme.
O elenco é de primeira: Fernanda Torres, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Bruno Garcia, Camila Pitanga, Paulo José e tal. Não é um filmaço, mas é legal, leve, diversão, entretenimento, as paisagens são lindas, o filme se passa em Bento Gonçalves e a trilha sonora é toda de lindas músicas italianas. Bonitinho. Bonzinho. Tudo inho. mas Gostei.
E agora, delícia das delícias, naquele que é o melhor lugar do mundo - meu quarto, minha cama - tem um livro a me esperar, tou indo agora, beijos xau. Ah, Marguerite Duras, O Vice-Consul.
Domingo é dia de PIZZA !!
sábado, 15 de dezembro de 2007
Dentro de Adélia
Dói-me a cabeça aos trinta e nove anos.
Não é hábito. É rarissimamente que ela dói.
Ninguém tem culpa.
Meu pai, minha mãe descansaram seus fardos,
não existe mais o modo
de eles terem seus olhos sobre mim.
Mãe, ô mãe, ô pai, meu pai. Onde estão escondidos?
É dentro de mim que eles estão.
Não fiz mausoléu pra eles, pus os dois no chão.
Nasceu lá, porque quis, um pé de saudade roxa,
que abunda nos cemitérios.
Quem plantou foi o vento, a água da chuva.
Quem vai matar é o sol.
Passou finados não fui lá, aniversário também não.
Pra que, se pra chorar qualquer lugar me cabe?
É de tanto lembrá-los que eu não vou.
Ôôôô pai
Ôôôô mãe
Dentro de mim eles respondem
tenazes e duros,
porque o zelo do espírito é sem meiguices:
Ôôôôi fia.
.
.
.
Hoje estou velha como quero ficar.
Sem nenhuma estridência.
Dei os desejos todos por memória
e rasa xícara de chá.
.
.
.
Velhice
é um modo de sentir frio que me assalta
e uma certa acidez.
O modo de um cachorro enrodilhar-se
quando a casa se apaga e as pessoas se deitam.
Divido o dia em três partes:
a primeira pra olhar retratos,
a segunda pra olhar espelhos,
a última e maior delas, pra chorar.
Eu, que fui loura e lírica,
não estou pictural.
Peço a Deus,
em socorro de minha fraqueza,
abrevie esses dias e me conceda um rosto
de velha mãe cansada, de avó boa,
não me importo. Aspiro mesmo
com impaciência e dor.
Porque sempre há quem diga
no meio da minha alegria:
'põe o agasalho'
'tens coragem?'
'por que não vais de óculos?'
Mesmo rosa sequíssima e seu perfume de pó,
quero o que desse modo é doce,
o que de mim diga: assim é.
Pra eu parar de temer e posar pra um retrato,
ganhar uma poesia em pergaminho.
.
.
.
Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o profundo sono das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.
.
.
.
O livro ainda é o mesmo: Poesia Reunida, coletânea de livros de Adélia Prado. Todos aqui são de O modo poético. Daí os temas parecidos, ligados entre si. E o modo feminino e simples de ver a vida. Sinto-me agora dentro desse mundo. O mundo de Adélia. Triste, alegre, realista, mas sobretudo triste. Já disse nesse blog, é a dor a matéria prima que inspira os grandes poetas. É a dor.
Neste mesmo livro Adélia tem poemas para a cor roxa, para a amarela e a laranja. Um colorido que tentei reproduzir aqui.
A 1ª poesia é Poema esquisito, pg 21.
A 2ª é Trégua, pg 30.
E a 3ª é Páscoa, pg 29.
E o último é Exausto, pg 27.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
"As outras meninas bailavam, eu estacava querendo e só de querer vivi."
nem desgraça ecológica
que me afaste de Viriato.
Vinte invernos não bastaram
pra esmaecer sua imagem.
Manhã, noite, meio-dia,
como um diamante,
meu amor se perfaz, indestrutível.
Eu suspiro por ele.
Casar, ter filhos,
foi tudo só um disfarce, recreio,
um modo humano de me dar repouso.
Dias há em que meu desejo é vingar-me,
proferir impropérios: maldito, maldito.
Mas é a mim que maldigo,
pois vive dentro de mim
e talvez seja Deus fazendo pantomimas.
Quero ver Viriato
e com o mesmo forte desejo
quero adorar, prostrar-me,
cantar com alta voz Panis Angelicus.
Desde a juventude canto.
Desde a juventude desejo e desejo
a presença que para sempre me cale.
As outras meninas bailavam,
eu estacava querendo
e só de querer vivi.
[...]
Os diamantes dão indestrutíveis?
Mais é meu amor.
O mar é imenso?
Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentos
do que um campo de flores.
Mais triste do que a morte,
mais desesperançado
do que a onda batendo no rochedo,
mais tenaz que o rochedo.
Ama e nem sabe mais o que ama.
.
.
.
O 1º poema é O Sacrifício, pág. 357 e o 2º é Pranto para comover Jonathan, pág 356. O livro é Poesia Reunida de Adélia Prado. Editora Siciliano. Com todo o respeito de uma fã incondicional, onde Adélia colocou Jonathan eu coloquei Viriato. Por considerar a causa nobre.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Maysa - Ne me quitte pas - a melhor interpretação de todas, passando a perna inclusive em Nina Simone (que é o máximo)
Não me deixe
Devemos esquecer tudo
pode ser esquecido
Que já tenha passado
Esquecer os tempos dos mal-entendidos
E os tempos perdidos
Tentando saber como
Esquecer as horas que as vezes mataram
Com sopros de porque coração de felicidade
Eu vou te oferecer pérolas de chuva
Que vêm dos países onde não chove
Eu vou cavar a terra até a minha morte
Para cobrir teu corpo de ouro e luzes
Eu farei uma terra onde o amor será rei
Onde o amor será lei
Onde tu serás a rainha
Não me deixe, não me deixe, não me deixe
Eu inventarei palavras sem sentido que tu compreenderás
Eu te falarei sobre os amantes
Que viram duplamente
Seus corações incendiarem-se
Eu te contarei a história deste rei
Morto por não poder te reencontrar
Não me deixe, não me deixe, não me deixe
Nós frequentemente vemos
Renascer o fogo, do vulcão antigo
Que pensamos estar velho demais
Nos é mostrado em terras que foram queimadas
Nascendo mais trigo do que no melhor abril
E quando vem a noite com um céu flamenjante
O vermelho e o negro não se casam
Não me deixe, não me deixe , não me deixe
Eu não vou mais chorar, eu não vou mais falar
Eu me esconderei lá para te comtemplar
A dançar e a sorrir
E para te ouvir cantar e então rir
Deixa que eu me torne
A sombra da tua sombra,
a sombra da tua mão
A sombra do teu cachorro
Não me deixe, não me deixe, não me deixe
No you tube tem a versão traduzida mas a harmonia não está no tempo certo, por isso optei por esta cópia e eu mesma coloquei a tradução que é linda. No you tube, ainda, entre os comentários, tem um fofo onde alguém diz assim: " Para essa música não basta saber fluentemente o francês, é preciso ter interpretação dramática, coisa que só Maysa tinha." Outro diz: " Já ouvi franceses cantando essa música, mas nenhum supera Maysa na interpretação." E um outro: "força, emoção, comovente. Interpretaçào visceral." Tudo isso é Maysa. É demais!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Acabo de ler a biografia de D.PedroII de José Murilo de Carvalho

• "Jurei a Constituição; mas ainda que não a jurasse seria ela para mim uma segunda religião".
• "A nossa principal necessidade política é a liberdade de eleição; sem esta e a de imprensa não há sistema constitucional na realidade, e o ministério que transgride ou consente na transgressão desse princípio é o maior inimigo do estado e da monarquia".
• "Leio constantemente todos os periódicos da corte e das províncias. (...) A tribuna e a imprensa são os melhores informantes do monarca".
Também se atribui a Pedro ter dito: "Eu sou republicano. Todos o sabem. Se fosse egoísta, proclamava a República para ter as glórias de Washington". Está aí uma das explicações para a sua "estranha simpatia" republicana, segundo José Murilo de Carvalho: na visão dele, a monarquia era necessária como uma "fase de preparação" do país para um futuro mais evoluído.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Gregório de Matos Guerra: um soneto para mim!

Anjo no nome, Angélica na cara
Quem veria uma flor, que a não cortara
Se como Anjo sois dos meus altares
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda
sábado, 1 de dezembro de 2007
Escola Augusto Severo - A minha revolução




"Pedagogia do oprimido é, na minha opinião, a obra-prima de Paulo Freire. Nesses últimos quinze anos tenho trabalhado ativamente em educação popular, e aquela tem sido a minha principal obra de referência. Ela provocou, em mim e em muitos outros educadores, uma verdadeira revolução copernicana em matéria educativa. Fez-nos ver que não há culturas diferentes. E que o oprimido, quando educando, pode não saber exatamente o que sabe o educador e, em geral, porta valores que a educação burguesa, bancária, degenera naqueles que, como eu, foram formados por ela. Daí a importância de, no trabalho popular, o educador deixar-se educar pelos educandos. Deve haver uma interação permanente entre educadores e educandos, de tal modo que a própria função possa se inverter em constante alternância.
Na teoria, estamos todos de acordo. Mas é também verdade que, malgrado esta obra mestra de Paulo Freire, muitos educadores que enchem a boca de propósitos libertadores continuam a praticar a pedagogia opressora, num direcionamento nem sempre sutil, como se os conceitos cartesianos possuíssem a chave da História. Daía importância, atualíssima, desta obra de Paulo Freire, este sim um aprendiz obstinado neste vasto território da educação, onde tantos se arvoram em mestres (Frei Betto, teólogo e escritor).
domingo, 25 de novembro de 2007
Nossos filhos não são nossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

sábado, 24 de novembro de 2007
O que é ser de ESQUERDA?

Antigos problemas desta nem tão nova ordem social....

quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Sétima Arte - filmes que gostei demais
Camille Claudel
Giordano Bruno
Shakespeare Apaixonado
Minha Amada Imortal
Amistad
A Queda- as últimas horas de Hitler
O príncipe das Marés
Drácula de Bram Stocker
Fahrenheit 11 de Setembro
Pequena Miss Sunshine
Duplex
Billy Eliot
Jogue a mamãe do trem
A Morte lhe cai bem
Chá com Mussolini
Um drink no Inferno
Os amores de Picasso
Nós que aqui estamos por vós esperamos
Brincando nos Campos do Senhor
Despedida em Las Vegas
O Piano
Short cuts - cenas da vida
Lanternas Vermelhas
Central do Brasil
Os Normais - Sem Cortes
Canudos
Abril Despedaçado
Bicho de Sete Cabeças
Mauá - O Imperador e o Rei
Carlota Joaquina
Olga
Todos de Woody Allen
Todos de Almodóvar
Todos Chaplin
sábado, 17 de novembro de 2007
Dona Doida

De todos os poemas de Adélia Prado, esse, Dona Doida, pisa com alpercatas de arame, como diria Chico César, bem no fundo da minha alma, e dói demais. Dói muito. Antes, quando eu sentia essa dor, eu tomava dorflex achando que ia passar...nunca passou. Nunca mais vai passar.
Dona Doida
Adélia Prado
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso
com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora.
Quando se pôde abrir as janelas,
as poças tremiam com os últimos pingos.
Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,
decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos.
Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,
trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.
A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,
com sombrinha infantil e coxas à mostra.
Meus filhos me repudiaram envergonhados,
meu marido ficou triste até a morte,
eu fiquei doida no encalço.
Só melhoro quando chove.
O texto acima foi extraído do livro "Poesia Reunida", Editora Siciliano - 1991, São Paulo, página 108.
Surto Machadiano

terça-feira, 13 de novembro de 2007
A História como PAIXÃO

Eu acredito no poder transformador da palavra
Todos aqueles que ainda têm a ousadia de falar e escrever
acreditam, ainda que de forma tênue, que o seu falar faz uma
diferença. Isso é de crucial importância para o educador, e dessa
crença depende o seu sono e o seu acordar. Porque, com que
instrumentos trabalha o educador? Com a palavra. O educador fala.
Mesmo quando o seu trabalho inclui as mãos, todos os seus gestos
são acompanhados de palavras. São as palavras que orientam as
mãos e os olhos.
Rubem Alves. Conversas com quem gosta de ensinar. Campinas
SP: Papirus, 2000, p.35. Adaptado.
O que me encanta? É a palavra.
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes
como o javali.
Não me julgo louco.
Se o fosse, teria
poder de encantá-las.
Carlos Drummond de Andrade.
Poesia completa e prosa. Rio de
Janeiro: José Aguilar, 1973.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Blog do Homem Sincero....doidinho...mas lá vai...
tem umas frases que ele diz de vez em quando que me dá vontade de colocar aqui. Lá vai:
"Uma relação em que você se sinta na obrigação de parecer melhor do que é não pode ter um futuro muito brilhante." Já passei por isso e é uma grande verdade.
"É curioso, nas relações, como muitas coisas que vemos no começo como virtudes no outro ou na outra se transformam depois, aos nossos olhos, em defeitos. O tempo é cruel como um velho cossaco russo." essa eu não sei não....
"a melhor coisa que você pode fazer quando se vê numa conversa destruidora com sua namorada é encerrar essa conversa enquanto os danos não são tão grandes assim." sabedoria pura, certíssimo.
"Ela me disse: “... eu odeio você. Quero que você se ferre.” Nadja me odeia e eu aceito que seja assim. O grande amor só é grande amor se terminar em maldição eterna." esse eu também tou na dúvida, mas já vi casos....
Mas uma parte legal ele falou do livro do Marçal:
"É poético o nome do livro mais recente de Marçal: Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios. Marçal conta que, numa feira literária, disse em público: que editor publicaria um romance com um título desses? Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, levantou a mão.Li e gostei: bem escrito, sensual. O leitor homem que é homem mesmo tem vontade de comer Lavínia, a fêmea fescenina do livro de Marçal. [...] Falamos em roteiros. Marçal escreveu alguns, como Cheiro de Ralo. O melhor criador de diálogos que o Brasil já teve foi o ...”, começo a dizer, “... Nelson Rodrigues”, terminamos juntos Marçal e eu. Ailin faz cara de quem concorda,. É nas peças de Nelson Rodrigues, mas não só nelas, que estão os maiores diálogos já escritos em português. [...] Marçal está escrevendo um livro novo. Um anão rico que busca o amor. Ele estudou o mundo dos anões para escrever o livro. Me ocorre uma das grandes frases de Nelson Rodrigues. “O dinheiro compra até o amor verdadeiro.” Vocês concordam, pergunto."
http://www.ohomemsincero.globolog.com.br/
Vamos brincar de listinhas?
O Amante
Telma e Louise
A casa dos Espíritos
Sociedade dos Poetas Mortos
O Paciente Inglês
O Jardineiro Fiel
Seven
Sete Rainhas
Perfume de Mulher
Amélie Poulain
Lisbela e o Prisioneiro
Baile Perfumado
Bye Bye Brasil
Cinema Paradiso
Um corpo que cai
Curtindo a vida adoidado
De volta pro futuro
Silencio dos Inocentes
Melhor Impossível
91/2 semanas de amor
O nome da Rosa
A fantástica fábrica de chocolate
O último Imperador
Uma mente brilhante
O talentoso Mr. Ripley
A lista de schindler
Dogville
Efeito borboleta 1
Babel
Diamantes de Sangue
Os Infiltrados
Hotel Ruanda
Fred e Elsa
Albergue Espanhol
Matrimonio a la italiana
mas se a gente for pensar só mais um pouquinho tá faltando um montão
domingo, 4 de novembro de 2007
Trailer de livro - O Cheiro de Deus
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
O nome dela é Dena
Bem, hoje estou feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por ela, porque Dena bateu asas e alçou vôos melhores. E triste como se uma filha minha fosse morar longe: que saudade daquela presença. Tive que esperar passar dois dias pra conseguir blogar esse poster sem molhar o teclado.
Dena foi uma das pessoas mais importantes da minha vida e tem um camarote vip dentro do meu coração. Deixa de ser funcionária de nossa mansarda e passa a ser um membro super-especial de nossa família. Sempre será a mamãe-outra do meu filho. Difícil ser amiga dentro de uma relação patrão-empregado.
E agora somos amigas mesmo. Amigas livres deste contrato.
Dena! Tou levando uma grade de cerveja gelada aí pra sua casa! Tem o quê de tira-gosto?
e sempre me aguente porque você nunca vai ficar livre de mim!! uahuahuahauhauhauahuahauh






